1 em cada 5 adultos do DF é hipertenso: doença pode contribuir para o crescimento dos casos de glaucoma

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Número de pessoas com pressão alta, fator de risco para o glaucoma, subiu 14,2% na última década, segundo novos dados do Ministério da Saúde

Por redação

O aumento do número de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial pode contribuir para o crescimento dos casos de glaucoma, doença que pode ser causada pela elevação o da pressão intraocular e que é a maior causa de cegueira evitável e de cegueira irreversível dentre todas as causas de perda da visão.

Segundo a nova edição da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), lançada na segunda-feira (17) pelo Ministério da Saúde, 21,7% da população acima de 18 anos do Distrito Federal já recebeu diagnóstico de pressão alta. Ou seja, pelo menos uma em cada cinco pessoas tem a doença. Os dados federais apontam ainda que, nos últimos 10 anos, a quantidade de hipertensos no Brasil aumentou 14,2%, passando de 22,5% das pessoas acima de 18 anos em 2006, para 25,7% em 2016.

Os números revelados pelo Ministério da Saúde preocupam porque, de acordo com o coordenador do Departamento de Glaucoma da Oftalmed, o oftalmologista Marcos Ferraz, a pressão alta é um dos principais fatores de risco para doença, que danifica o nervo óptico transmissor dos sinais luminosos dos olhos para o cérebro de forma progressiva e, na maior parte das vezes assintomática.

“A hipertensão arterial é um importante fator de risco para o glaucoma na medida em que pode prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos, principalmente em consequência da chamada esclerose arteriolar, dano progressivo que causa o enrijecimento dos vasos oculares, dificultando o fluxo sanguíneo retiniano”, revela o coordenador do Departamento de Glaucoma da clínica Oftalmed, o oftalmologista Marcos Ferraz.

Segundo da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 65 milhões de pessoas no mundo possuem glaucoma; deste total, aproximadamente 1 milhão somente no Brasil. “O mais impressionante é a estimativa é de que 700 mil pessoas nem saibam que têm a doença”, destaca o especialista.

Um estudo norte-americano publicado pelo periódico especializado Journal of the American Academy of Ophthalmology estimou que o número de indivíduos com glaucoma aumentará de 65 milhões para 76 milhões até 2020, e para 112 milhões em 2040.

GLAUCOMA – Os dois principais tipos de glaucoma são o de ângulo aberto, que corresponde a cerca de 80% dos casos, tende a ser hereditário e se desenvolve de forma lenta, gradual e assintomática; e de ângulo fechado (agudo), que responde por aproximadamente 15% das ocorrências e é provocado pelo aumento súbito da pressão intraocular devido à dificuldade de circulação de líquidos dentro do olho, ocasionando sintomas intensos, como dores de cabeça, dor no olho, imagens de arco-íris ao redor das luzes, náusea e vômitos.

No glaucoma de ângulo aberto, os principais fatores de risco além da hipertensão arterial são pressão intraocular elevada, história familiar de glaucoma, etnia afrodescendente, hipotensão arterial, diabetes, córnea fina, miopia elevada ou hipermetropia.

Indivíduos de etnia asiática estão mais propensos ao glaucoma de ângulo estreito, que também inclui o histórico familiar e a hipermetropia como fatores de risco. Apesar de afetar pessoas de todas as idades, o glaucoma é mais frequente após os 40 anos de idade e principalmente na população idosa, chegando a acometer 20% da população acima dos 80 anos.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – O diagnóstico do glaucoma deve ser feito por meio de exames diagnósticos para verificar a pressão intraocular e suas flutuações, a função visual e a integridade das estruturas oculares. Já os tratamentos podem ser tradicionais – com uso de colírios e/ou realização de cirurgias – ou ainda com modernas técnicas a laser, completamente seguras e menos invasivas.

“Uma vez diagnosticado o glaucoma ou identificada sua suspeita, o tratamento indispensável é o acompanhamento regular do paciente com médico oftalmologista capacitado para avaliar a doença e a evolução dos exames complementares. Assim, é possível trabalhar para a manutenção da visão saudável por toda a vida”, finaliza o médico oftalmologista da Oftalmed, Marcos Ferraz.

Da Redação com informações da assessoria oftalmed

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