200 pessoas estão desaparecidas após rompimento de barragem em Brumadinho, Minas Gerais

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Até o momento, duas pessoas feridas foram levadas para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Ainda não há mortes confirmadas

Por Redação

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu nesta sexta-feira (25), em Brumadinho, Região   Metropolitana de BH. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, há 4 feridos e 200 desaparecidos.

A Vale informou que o rompimento ocorreu no início da tarde de hoje, na Mina Córrego do Feijão.

Imagens aéreas mostram que um mar de lama destruiu casas da região.

Rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. Cidades à margem do Rio Paraopeba temem contaminação.

Governo montou gabinete de crise, e 3 ministros estão a caminho; Bolsonaro também quer ir ao local.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Testemunhas do rompimento da barragem da Vale afirmam que nenhuma sirene avisando sobre o rompimento foi ouvida. Uma mulher moradora da cidade afirmou a reportagem do G1 e da TV Globo que há cerca de dois meses técnicos da Vale estiveram em sua casa falando sobre uma sirene instalada nos arredores.

Em entrevista a uma rádio de Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro não apontou responsáveis pelo rompimento da barragem da Vale, mas declarou que “algo está sendo feito errado ao longo dos tempos”.

A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que a “onda de rejeitos” da barragem deve ser amortecida pela barragem da usina hidrelétrica de Retiro Baixo, localizada a 220 quilômetros do local do rompimento.

A estimativa da agência de águas é de que os rejeitos atinjam a barragem da hidrelétrica em cerca de dois dias. A ANA é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos no país.

Os bombeiros também montaram um Sistema de Comando de Operações, no Centro Social do Córrego do Feijão (Rua um, próximo ao campo de futebol e à igreja católica), onde estão representantes de diversos órgãos de segurança pública. Há ainda um posto de arrecadação de alimentos, na Faculdade Asa de Brumadinho.

Tragédia 

O número oficial de pessoas atingidas ainda não foi divulgado pelas autoridades. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já foi acionado para avaliar os danos ambientais.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que três ministros (do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Canuto; Minas e Energia, Bento Albuquerque; e Meio Ambiente, Ricardo Salles) estão a caminho do local. Ele próprio deve ir à cidade mineira na manhã deste sábado (26/1). Enquanto isso, um gabinete de crise foi montado no Palácio do Planalto para acompanhar todo o desenrolar da situação.

Vale lembrar que, há três anos, um episódio semelhante aconteceu na cidade de Mariana, também em Minas Gerais. Dezenove pessoas morreram, nesta que, até hoje, era considerada a maior tragédia socioambiental da história do país. Ninguém foi punido.

Da Redação com informações G1 e Agências

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