2º Turno das eleições: Ibaneis e Rollemberg vão à caça de 665,9 mil votos dos derrotados

Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) Foto: Reprodução

Na briga pelo GDF, os dois candidatos terão 20 dias para conquistar eleitores dos rivais que se despediram da disputa no primeiro turno

Por Isadora Teixeira  / Manoela Alcântara

A eleição para governador no Distrito Federal será decidida em segundo turno, com disputa entre o candidato do MDB, Ibaneis Rocha, e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que tenta o segundo mandato à frente do Palácio do Buriti. Começa agora a corrida em busca do espólio eleitoral deixado pelos candidatos derrotados no domingo (7/10). Ao todo, são 665,9 mil brasilienses a serem conquistados nos próximos 20 dias. O número equivale a 44% dos 1,5 milhão de votos válidos computados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ambos terão de provar aos eleitores que acreditaram no projeto político de Rogério Rosso (PSD), Paulo Chagas (PRP), Eliana Pedrosa (Pros), Alberto Fraga (DEM), Fátima Sousa (PSol), Alexandre Guerra (Novo), Júlio Miragaya (PT), Antônio Guillen (PSTU) e Renan Rosa (PCO) que têm propostas melhores para governar o DF.

Ainda estão em jogo os 180.195 votos brancos e nulos. Juntos, os cidadãos que optaram por não escolher um candidato somam 10,66%.

A acirrada disputa entre 11 postulantes ao Palácio do Buriti dividiu os eleitores e pulverizou os resultados. Os desempenhos ficaram aquém do esperado dentro de diversas coalizões. Eliana Pedrosa, por exemplo, chegou a figurar como primeira colocada nas pesquisas, com 23%, mas, nas urnas, conquistou apenas 6,99% dos votos válidos.

Em termos de votos válidos, Ibaneis ficou com 41,97%, e Rollemberg com 13,94%. Rogério Rosso (PSD) chegou em terceiro lugar, com 11,24%, seguido de General Paulo Chagas (PRP), com 7,35%; Eliana Pedrosa (Pros), com 6,99%; e Alberto Fraga (DEM), 5,88%. Completam o quadro: Fátima Sousa (Psol), com 4,35%; Alexandre Guerra (Novo), 4,19%; Júlio Miragaya (PT), 4,01%; e Guillen (PSTU), 0,08%.

Outsider

Somente Ibaneis Rocha conseguiu se sobressair na preferência dos brasilienses. Considerado outsider na política, o emedebista trabalhou, desde agosto, para ser conhecido pelos eleitores. Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional DF (OAB-DF), alcançou, em crescimento meteórico, 41,97% dos votos. Mesmo assim, ainda tem um público a conquistar. O buritizável disse que seguirá incansável nos próximos dias.

“Se tem uma pessoa que sai engrandecida desse primeiro turno, sou eu. Vi o sofrimento, a dor, as pessoas chorando. Vi muita gente sofrendo. E é isso que me dá mais força agora. Vou trabalhar 20 dias como nunca. Vou acordar de madrugada e dormir a hora que der. Levarei uma política nova para a nossa cidade”, ressaltou Ibaneis Rocha, em discurso para apoiadores na sede do Clube dos Advogados de Brasília, logo após a divulgação do resultado de primeiro turno.

Até o momento, o candidato do MDB declarou ter contratado R$ 1,7 milhão de despesas na campanha.

Menos de 15%

Com a máquina nas mãos, visibilidade diária e dívida de serviços contratados para a campanha de R$ 4 milhões, Rollemberg obteve 13,94% dos votos. O trajeto para conseguir permanecer no Buriti será cheio de obstáculos. No entanto, o governador já deu o tom de como será a disputa até o dia 28 de outubro.

Em pronunciamento no comitê político depois do resultado das urnas, o socialista deixou clara a posição de ataque. “Estou ansioso para ir aos debates com Ibaneis”, disse.

Veja o resultado final do primeiro turno:

Apoios

Na coligação Pra Fazer a Diferença, Ibaneis Rocha caminha com PP, Avante, PSL e PPL. Já Rodrigo Rollemberg intitulou sua chapa de Brasília de Mãos Limpas – composta por PSB, PV, PCdoB, PDT e Rede.

Agora, ambos começam nova etapa, na qual tentarão agregar partidos como o PSD de Rosso, que chegou em terceiro lugar; e o PRP de Paulo Chagas – o general surpreendeu nas urnas e alcançou 7,35%, garantindo a quarta colocação.

Rosso dificilmente se aliará a Rollemberg. Os dois foram aliados em 2014, mas romperam diante de ataques públicos. O vice-governador, Renato Santana (PSD), braço direito de Rosso, salientou, com o correligionário, ter “vergonha de ter feito parte da atual gestão”.

Já Paulo Chagas e Eliana Pedrosa ainda aparecem como incógnitas a respeito de eventuais alianças. O Novo, partido de Alexandre Guerra, tem como premissa não se coligar com ninguém.

Até o momento, a única declaração concisa acerca do tema foi de Alberto Fraga (DEM). O deputado federal afirmou, ainda na noite de domingo (7), que não apoiará nenhum dos concorrentes.

Da Redação com informações do Metrópoles e Agenda Capital

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