Após denúncia de ameaça contra deputada, Janaina Paschoal pede demissão de ministro do Turismo

Parlamentar Alê Silva (PSL-MG) solicitou proteção policial alegando ter recebido ameaças de Marcelo Álvaro Antônio

Por Redação

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) pediu neste sábado, em sua conta no Twitter, a demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. O pedido ocorre após a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) ter solicitado proteção policial alegando ter recebido ameaças do ministro, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

“Todo meu apoio à Deputada Federal Alê Silva. E agora, Presidente? O Ministro do Turismo fica? A Deputada Federal eleita também estaria mentindo? Exijo a demissão do Ministro! Não tem que esperar conclusão de inquérito nenhum!”, disse.

Ela diz ter conversado com Alê. “Telefonei para a Deputada, que não para de chorar! Como é que pode uma situação dessas e o Presidente não tomar providências? Não pode! O afastamento do Ministro não implicará atribuição de culpa, apenas um sinal de que o Presidente se importa com as mulheres de seu partido.”

A ameaça de morte à deputada Alê Silva teria ocorrido em uma reunião do ministro com correligionários em março, em Belo Horizonte. A parlamentar prestou depoimento espontâneo na última quarta-feira à Polícia Federal relatando esquema de candidaturas de laranjas no PSL, comandado por Álvaro Antônio. Ela deve prestar depoimento nas próximas semanas.

O Estado tentou falar com o ministro Marcelo Álvaro Antônio, com a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) e com a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), mas por enquanto não obteve retorno.

Relembre. Quatro candidatas do PSL em Minas Gerais receberam R$ 279 mil do comando nacional do partido de Bolsonaro para suas campanhas. Elas ficaram entre as 20 candidaturas do partido que mais receberam recursos no País. Contudo, a baixa votação recebida por elas – menos de mil votos cada uma – indica a possibilidade de que tenham sido de fachada. Alê falou sobre o caso em entrevista à Folha em fevereiro.

Do montante recebido pelas candidatas, R$ 85 mil foram usados para contratar serviços de quatro empresas de assessores, parentes ou sócios de assessores do atual ministro, diz a publicação. Em fevereiro, Álvaro – que presidia o PSL mineiro durante a eleição de 2018 – negou as acusações. “A distribuição do Fundo Partidário do PSL cumpriu rigorosamente o que determina a lei”, escreveu o ministro no Twitter. Ele ainda argumentou que as contratações feitas na sua campanha para a Câmara Federal “foram aprovadas pela justiça eleitoral”.

O presidente Jair Bolsonaro já foi questionado sobre a polêmica, mas evitou comentar a situação do ministro. “Deixa as investigações continuarem”, disse em março, ao ser questionado se o caso gera constrangimento.

O ministro doTurismo, Marcelo Álvaro Antônio, desistiu em março de um recurso para que fosse encaminhada à Suprema Corte a investigação da Procuradoria Regional Eleitoral sobre candidaturas. Os advogados haviam pedido que o ministro Luiz Fux, do STF, revisasse sua decisão de manter a investigação sobre o caso na Procuradoria Regional Eleitoral.

A defesa alegava que, como os supostos delitos teriam sido cometidos durante as eleições de 2018, enquanto o ministro exercia o cargo de deputado federal, a competência sobre o caso é do Supremo. Ao desistir do recurso, a investigação continua nas instâncias inferiores.

Da Redação com informações do Estadão

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