Autoridades afirmam que saúde de meninos presos em caverna alagada na Tailândia dificulta resgate

Meninos presos dentro da caverna na Tailândia. Foto: Reprodução

Autoridades se apressam para salvar 12 garotos e técnico de futebol, mas avaliação médica diz que eles ainda estão debilitados fisicamente para ser removidos; governador alerta para risco de chuvas no local, tomado por voluntários e parentes

Por Redação

MAE SAI, TAILÂNDIA – O estado de saúde dos meninos tailandeses presos em uma caverna alagada há 12 dias é um obstáculo para o resgate planejado, com equipamento de mergulho. Uma avaliação médica dos garotos de 11 a 16 anos e do treinador do time de futebol, de 25 anos, concluiu nesta quinta-feira, 5, que é perigosa a retirada do grupo, debilitado fisicamente pelos dias que ficaram sem se alimentar. Nenhum deles sabe nadar.

Autoridades da Tailândia preparam resgate dos meninos que estão presos dentro de uma caverna. Foto: Reprodução

A informação foi dada por um membro da Marinha tailandesa à TV CNN, que não se identificou por não estar autorizado a conceder entrevistas. Um novo relatório médico destacou que pelo menos dois dos meninos estão exaustos em razão da má nutrição. Autoridades tailandesas e uma equipe de especialistas internacionais de países como Grã-Bretanha, EUA e China trabalham em vários planos e tentam definir qual o melhor para resgatá-los.

Em uma entrevista coletiva hoje, o governador da Província de Chiang Rai, Narongsak Osotthanakorn, disse que as equipes de resgate e mergulhadores correm para tentar bombear água suficiente para fora da caverna, para que os adolescentes possam sair com segurança. Embora a chuva tenha dado uma pausa e o nível tenha caído cerca de 40 centímetros (cerca de 50 piscinas olímpicas), a água continua a entrar na caverna em função da porosidade da rocha. “Estávamos correndo contra o tempo antes de encontrá-los. Agora, estamos correndo contra a água que continua entrando na caverna”, disse o governador.

Na noite de hoje, dezenas de marinheiros tailandeses chegaram ao local do resgate com tanques de oxigênio, aumentando as perspectivas de uma remoção iminente – ou a possibilidade de que os garotos estejam com pouco oxigênio dentro da caverna. Uma fonte disse à CNN que oxigênio está sendo bombeado na caverna.

A principal missão dos socorristas é continuar drenando a água, acrescentou o governador, antes que a chuva prevista para o fim de semana complique as operações. Se os garotos não forem retirados em questão de dias, existe o risco de que as chuvas de monção os prendam ali por meses, reduzindo as opções de resgate.

Especialistas temem que os meninos estejam fracos demais para fazer a jornada de cinco horas e entrem em pânico com os equipamentos de mergulho enquanto atravessam a caverna cheia de passagens estreitas e água escura e lamacenta. Na quarta-feira, os adolescentes começaram a receber instrução sobre mergulho.

Chegar aos meninos e trazê-los de volta é um processo que levará 11 horas no total, explicou o governador, e a comunicação entre as equipes teria de aguentar todo esse tempo. Autoridades disseram que de dois a três mergulhadores acompanharão cada membro do grupo.

As equipes ainda têm de lidar com alguns contratempos. Em um caso, um grupo de voluntários bombeou sem querer água de volta para a caverna em vez de tirá-la. Em outro caso, a equipe de resgate tentou instalar linhas de telefone até a câmara onde o grupo está, mas o equipamento caiu na água, impedindo que haja comunicação entre as vítimas e suas famílias, acampadas no local.

As Forças Armadas tailandesas já fizeram os preparativos para o eventual retorno das crianças. Helicópteros estão de prontidão em uma área próxima para levar os garotos que precisam de cuidados médicos urgentes. Ambulâncias estão nas proximidades.

Chuvas torrenciais bloquearam os jovens na caverna no dia 23, depois que o grupo decidiu entrar no local após o treinamento de futebol. Os parentes citaram uma possível festa de aniversário para um dos jovens, que completou 16 anos naquele dia.

Da Redação com informações da W. POST, REUTERS, EFE, AFP e Ag. Estado

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here