Briga boa entre dois presidenciáveis

João Doria e Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Por Redação

O quadro que começou a ser pintado quando Dória foi, surpreendentemente eleito prefeito de São Paulo (se bem que o próprio dava como certa sua presença no segundo turno quando ainda estava bem atrás nas pesquisas), começa a tomar forma. Correndo em linha paralela, Jair Bolsonaro e João Dória começaram a se “estranhar”, o que indica que, de fato, estão em campanha.

O Jair até gosta do João (já o elogiou publicamente), mas o nicho que disputam é o mesmo (os antipetistas e os eleitores do PSDB). Depois que o Bolsonaro abocanhou um “naco” dos eleitores do PSDB, o Dória “acordou” para vida e resolveu deixar claro quem é quem.

Em Belém (PA) Doria chamou o Bolsonaro de extremista de direita, e se posicionou: “Sou liberal de centro. Não sou nem direita nem esquerda”. Bolsonaro, que estava na mesma festa (Círio de Nazaré), respondeu bem a seu estilo: “Ele tá até fazendo um bom trabalho enquanto prefeito de São Paulo. Só tem que louvar né? Agora, tem uma coisa ao meu lado importantíssima: eu tenho o povo.” Mas quando falou sobre porte de arma para o cidadão comum, o João disse quase a mesma coisa do Jair: “Não defendo que todo brasileiro tenha arma em casa. Apoio o direito de quem deseja ter arma, desde que tenha habilitação para possuir uma.” No fundo eles querem a mesma coisa, mas o Dória quer que o povo veja que o Jair é radical e o João é comedido.

Mas alguns detalhes do bastidor político são questionados. Se o namoro do Bolsonaro com o Patriota (partido político) der casamento, ele fica fragilizado para compor um possível governo. Já, o Doria, vai ter que “brigar” dentro do PSDB para ser candidato e, há quem diga, que ele pode correr por fora. Além disso, o povo paulistano não quer vê-lo fora da prefeitura de São Paulo tão cedo.

Parece que o povo não quer mexer no que está dando certo, e isso pode diminuir as chances do Doria nas eleições presidenciais, pelo menos em São Paulo. O bom é que essa briga oxigena a política brasileira porque, além dos nomes já consagrados (alguns demonizados) surgem novidades. Muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte, mas eu vejo uma luzinha (bem distante) no fim do túnel.

Da Redação com informações da Isto É

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