Ciro Gomes: Trazer profissionais de fora do país para o Mais Médicos é ‘constrangimento’

Candidato do PDT, Ciro Gomes. Foto: Reprodução

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, candidato do PDT à Presidência da República afirmou que pretende manter e ampliar o programa federal, mas com médicos brasileiros.

Por Redação

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta segunda-feira (17), que pretende manter e ampliar o programa federal Mais Médicos, mas afirmou ser contra trazer profissionais de fora. Para ele, isso é “meio um constrangimento” considerando o tamanho do Brasil.

Criado em 2013 no governo Dilma Rousseff, o programa tem como objetivo suprir a carência de médicos em cidades do interior e nas periferias das grandes cidades. Para preencher parte das vagas, foram contratados profissionais cubanos, o que gerou críticas de vários setores.

“O Mais Médicos será mantido e ampliado, só que quero fazê-lo com médicos brasileiros. (…) Um país como o nosso, do tamanho que somos, trazer médicos de fora é meio um constrangimento”, afirmou Ciro em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Ele ponderou, no entanto, que, enquanto não houver médicos suficientes no programa, serão mantidos os estrangeiros. “Evidente que o mais importante é a atenção à população. Enquanto não houver médicos suficientes, serão mantidos os médicos que vieram de fora”, explicou.

Para estimular o preenchimento das vagas por brasileiros, Ciro disse que pretende investir na formação de médicos da família.

Ciro também comentou sobre o fato de o programa de governo do candidato do PT, Fernando Haddad, trazer uma proposta parecida com a sua voltada para os consumidores endividados e com o nome sujo no SPC/Serasa.

“Eu creio que as boas ideias pertencem a todos e eu fico feliz, mas a população deve perceber se há um traçozinho de falta de ética. Mas, do jeito que as coisas estão esculhambadas no Brasil, isso é um arranhãozinho”, afirmou.

A proposta do PT, batizada de “Dívida Zero”, não existia nesses termos no programa apresentado quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o candidato petista e guarda semelhança com o “Nome Limpo”, uma das principais promessas de Ciro Gomes, que também disputa votos da esquerda.

No domingo (16), Haddad negou ter copiado o programa e respondeu que procurou fazer um “apanhado de todas as boas propostas no país”.

Ciro Gomes também foi questionado sobre o temperamento, que às vezes é meio explosivo. “Eu sou o que eu sou. Acho que eu sou mais ou menos como todo mundo é. Quando as coisas são doces, eu sou doce, quando as coisas são azedas, eu sou azedo. E eu não gosto de vestir máscara”, justificou.

Ele ressaltou que tem 38 anos de vida pública e que, se fosse “esse monstrengo”, “não teria sobrevivido como político”.

“Tenho 38 anos de vida pública. Se fosse esse monstrengo que o meu adversário pinta, eu não teria sobrevivido. Eu fui ministro da Fazenda, governei o oitavo estado brasileiro, governei a quinta cidade do Brasil. Nunca respondi por um escândalo. Eu me apresento com a indignação dos brasileiros. Agora, evidentemente, sob pressão, já demonstrei que sou treinado para decidir com sobriedade”, disse.

Da Redação com informações do G1

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