Com baixo quórum nesta quarta (19), CLDF realizará sessão extraordinária na segunda-feira

Plenário vazio da Câmara Legislativa do DF, nesta quarta-feira (19/06). Foto: Delmo Menezes / Agenda Capital

Por Delmo Menezes

O plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF) desta quarta-feira (19), parecia mais feriado do que um dia normal de sessão. Apesar dos apelos do vice-presidente Rodrigo Delmasso que estava na condição de presidente interino da Casa, poucos distritais compareceram à sessão marcada para as 15h na CLDF.  Por este motivo, o chefe do legislativo, resolveu convocar sessão extraordinária já na segunda-feira (24), na parte da tarde, para adiantar a pauta e apreciar projetos do Executivo e de deputados.

Os distritais Fábio Felix (PSol) e Chico Vigilante (PT) lamentaram o baixo quórum de parlamentares, em especial da base do governo, achando a convocação “desnecessária”.

Apesar de não ter havido votação nesta quarta, diversos distritais utilizaram o tempo regimental, em plenário, para se pronunciarem sobre assuntos variados. A situação da saúde e a epidemia de dengue no Distrito Federal foram alguns dos temas destacados.

Epidemia da Dengue

O deputado Jorge Vianna (Podemos) repercutiu a discussão promovida, nesta manhã, em audiência pública sobre as causas da epidemia de dengue no DF. A conclusão, segundo ele, é que faltou investimento em vigilância ambiental. O distrital informou que, em 2018, foram investidos apenas R$ 300 mil na área. O parlamentar destacou, ainda, o déficit de agentes de vigilância. De acordo com Vianna, o quadro conta com cerca de 390 servidores (muitos deles cedidos pelo governo federal), ao passo que o recomendado seria 1,2 mil agentes.

De acordo com Vianna, “já são 29 mortes por conta de um mosquito. E o governo tem ingerência nisso. A gestão de Humberto Fonseca [do governo Rollemberg] tem de ser responsabilizada“, disse o deputado, que preside a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Casa.

Para o deputado Chico Vigilante, o combate ao mosquito se faz em junho, julho e agosto, eliminando os criadouros do mosquito. “Todo mundo sabia que ia dar nisso, só o secretário Humberto que não. E, se o governo não investir agora, no ano que vem a situação vai ser ainda pior“, alertou Vigilante.

Já a deputada Arlete Sampaio (PT) lamentou que a área de vigilância esteja há muito tempo sendo negligenciada. “Faltam servidores para orientar as pessoas a combaterem o mosquito da dengue em suas casas“, apontou. Além disso, a distrital levantou outro assunto em plenário: a situação dos hospitais do DF – os quais foram chamados pela petista de “calvário” para quem está doente. “Não estou vendo iniciativas concretas para resolver a situação nem investimentos em atenção primária para desafogar os hospitais. A população está submetida a uma mortandade evitável“, criticou.

Da Redação do Agenda Capital/CLDF

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