De olho na Presidência da Câmara Legislativa do DF, distritais se articulam

Câmara Legislativa do DF. Foto: Reprodução

Por Delmo Menezes

Com a renovação de 66% dos deputados distritais, parlamentares eleitos da Câmara Legislativa do DF (CLDF), começam a se movimentar para eleição da Presidência e da nova Mesa Diretora da Casa, que comandará o legislativo no biênio 2019/2020.

Sabe aquele ditado que diz: “o apressado come cru”. Pois é, na corrida a Presidência da Câmara, alguns pretensos candidatos saíram na frente na tentativa de se cacifar e acabaram queimando na largada.

Alguns nomes que já concorreram no passado recente sem lograr êxito, como é o caso do distrital Agaciel Maia (PR), que poderá entrar novamente na disputa. Maia que apoiou os quatro anos do governo Rollemberg, sabe que agora terá pela frente, um quadro totalmente novo.

Outro postulante é o deputado Claudio Abrantes (PDT), que deverá colocar seu nome no páreo. Abrantes que já foi do PT e agora é do PDT, poderá enfrentar resistência dos seus pares, sobretudo dos deputados mais ligados à direita.

O parlamentar de segundo mandato, Rafael Prudente (MDB), afirma que não é candidato. Nos bastidores, no entanto, Prudente tem se articulado bastante, porém pesa sobre os seus ombros o fato de ser muito jovem e não ter experiência no Executivo.

O deputado Rodrigo Delmasso (PRB), poderá ser a grande surpresa desta disputa. Delmasso conta com o apoio do segmento evangélico, é ligado a ala conservadora da Casa, possui experiência no Executivo (foi secretário do Trabalho e Meio Ambiente), vem de uma votação convincente (foi o quinto mais votado), apoiou Ibaneis Rocha e mostrou ser um político hábil que consegue agregar. Perguntado pelo Agenda Capital se colocará seu nome na disputa, o parlamentar afirmou que ainda é muito cedo para se falar em nomes.

A nova Mesa Diretora comandará a Câmara no biênio 2019/2020, e terá pela frente a missão de harmonia com os demais poderes, sem contudo ser uma Câmara subserviente deixando de fiscalizar as ações do governo, que é uma de suas funções.

Pelo visto os “novatos” não querem ninguém da chamada “velha política”, principalmente aqueles que já tiveram seus nomes envolvidos em algum escândalo.

Da Redação do Agenda Capital

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