Eleições 2018: Cenário continua imprevisível no DF

Foto: Reprodução

Por Ana Maria Campos / Eixo Capital

A força de cada um

A três semanas do primeiro turno das eleições, o cenário eleitoral continua embolado e imprevisível. Os cinco primeiros colocados na pesquisa encomendada pelo Correio, do instituto Opinião Política, têm pela frente 20 dias para convencer 150 mil eleitores indecisos ou converter quem já optou por um dos candidatos. A seguir a força de cada um:

Representante do clã Roriz

Eliana Pedrosa (Pros) lidera a pesquisa, com 19,1% das intenções de votos e essa condição atrai como ímã novos aliados interessados em ocupar espaço. Faz campanha na periferia com o recall de ter sido secretária de Desenvolvimento Social do governo Arruda e se apresenta como o nome do clã Roriz. É mulher e, por ter passado os últimos quatro anos fora da política, aparece com um ar de novidade.

Identidade com Bolsonaro

Alberto Fraga (DEM), com 13,2%, é um dos candidatos mais identificados com Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas no país e também no DF para a Presidência. Também faz campanha como aliado de Jofran Frejat (PR), que estava na frente na disputa ao GDF. Conta ainda com o apoio de grande parte dos policiais militares e do ex-governador José Roberto Arruda.

Candidato ficha-limpa

Rodrigo Rollemberg (PSB) é o governador e tem a máquina administrativa na mão com seus milhares de cargos comissionados. Apresenta-se como o candidato ficha-limpa, por não responder a nenhuma ação judicial. Conhece bem a realidade do DF, fala com desenvoltura sobre as questões da cidade e tem na chapa os candidatos Leila do Vôlei (PSB) e Chico Leite (Rede), que estão entre os primeiros colocados na corrida ao Senado. Tem 12,1% das intenções de votos.

Líder dos evangélicos

Rogério Rosso (PSD) é apontado em pesquisas qualitativas analisadas pelas campanhas como um candidato que pode puxar os votos dos indecisos. Na quantitativa, conta com 10,1%. Tem a seu lado o senador Cristovam Buarque (PPS), líder nas pesquisas ao Senado, e um exército de evangélicos que trabalham por sua eleição. Conseguiu o apoio do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), que representa uma categoria formadora de opinião na sociedade.

A novidade

Não faltam recursos na campanha de Ibaneis Rocha (MDB), uma vez que o dinheiro sai do próprio bolso do candidato que é milionário. Tem uma legião de candidatos a deputados trabalhando por sua vitória. Dispõe ainda de passado limpo, se apresenta como a novidade que vai mudar a política e, para se exibir ao eleitor, conta com o segundo maior tempo na televisão e no rádio no horário eleitoral. Cresceu bastante nas últimas semanas e hoje está com 7%.

O deslize dos estádios

A proposta de construir dois estádios, apresentada na semana passada por Eliana Pedrosa (Pros), foi um deslize. Justamente uma arena, o Mané Garrincha, é o símbolo do desperdício de recursos públicos no imaginário popular do DF. O esporte, com certeza, será uma prioridade para Eliana, considerando-se que ela tem a seu lado dois personagens ligadíssimos ao futebol: Fábio Simão e o irmão, Eduardo Pedrosa.

A guerra dos números

A campanha de Rodrigo Rollemberg não acredita nas pesquisas que o colocam em terceiro lugar, mesmo em empate técnico com o segundo, Alberto Fraga (DEM). A equipe aposta que o governador hoje estaria no segundo turno com Eliana Pedrosa. Da mesma forma, os estrategistas de Fraga apostam que ele está crescendo muito e se encontra mais à frente do que indicam os levantamentos. Os aliados de Rogério Rosso, por sua vez, dizem que os votos dos evangélicos não aparecem nos levantamentos e vão surpreender na apuração das urnas. Já o grupo de Ibaneis Rocha acha que, a essa altura, o advogado já está no primeiro pelotão. Enquanto isso, a equipe de Eliana Pedrosa garante que falta pouco para a vitória no primeiro turno.

A hora da verdade

Depois dos últimos resultados das pesquisas, Rodrigo Rollemberg adotou um tom mais agressivo com os adversários e passou a intensificar a divulgação de realizações e programas de seu governo.

À QUEIMA-ROUPA COM LEILA DO VÔLEI (PSB) CANDIDATA AO SENADO

Qual é a sua bandeira?

Minha bandeira é a das pautas sociais inclusivas, sejam elas por meio do esporte, da educação, da saúde. Vou defender uma vida melhor para todos os brasileiros e todos os brasilienses.

Numa palavra, Leila do Vôlei é a candidata de quê?

Da renovação. Sou mulher, jovem, nunca fui política, e tenho uma trajetória de conquistas a serviço do nosso país.

Qual é a força do apoio do governador Rodrigo Rollemberg?

Sou muito grata pela confiança do governador no meu trabalho, especialmente por ele ter me convidado para ser a primeira mulher a comandar a pasta de Esporte no Distrito Federal e por ter acreditado na minha candidatura ao Senado.

Sua força vem de sua honestidade,

de seu compromisso e de

seu amor por Brasília.

Como foi o processo de escolha de suas suplentes?

Foi um processo coletivo, uma discussão da coligação. Nossa chapa é formada por mulheres de muito caráter e espírito público. Termos formado uma chapa feminina é um grande passo para que mais mulheres estejam presentes na política brasileira e de Brasília. Estamos lutando por isso.

Pretende se licenciar para que sua suplente assuma?

Não. Vou honrar cada voto de confiança que receber da população do Distrito Federal. Boatos sobre isso são apenas uma tentativa desesperada e frustrada de atingir o bom desempenho de nossa campanha.

Entre os demais candidatos ao Senado, com quem você se identifica, para o segundo voto do eleitor?

Com o deputado Chico Leite, meu companheiro de caminhada. Um homem íntegro, com um histórico de serviços prestados à Brasília.

Mandou bem

A presidente do SLU, Kátia Campos, ganhou o prêmio de Liderança Feminina, na categoria voto popular, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) pelo fechamento do Lixão da Estrutural.

Mandou mal

Seis meses depois, não há culpados pela execução da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes no Rio de Janeiro. A segurança pública do Estado não conseguiu ainda dar uma resposta à sociedade.

Enquanto isso…

Na sala de Justiça

O procurador regional eleitoral do DF, José Jairo Gomes, dispensou a ajuda de 288 promotores de Justiça que seriam cedidos pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para atuar na fiscalização de crimes, como boca de urna, transporte irregular de eleitores e compra de votos, no primeiro e segundo turnos. A Procuradoria-Geral de Justiça do DF colocou os promotores à disposição, como ocorre a cada quatro anos, mas Gomes ressaltou que o trabalho pode resultar em “relevantes reflexos financeiros para os quais não há previsão legal nem orçamentária”. O procurador regional afirmou que, mesmo que não haja custo financeiro, os promotores convocados poderão exigir compensações pelos dias trabalhados em datas posteriores, quando estarão em atividade normal. Hoje há 19 promotores eleitorais e 155 juízes com designação prevista para atuar nas eleições.

Da Redação com informações do Correio / Coluna Eixo Capital

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