ELEIÇÕES 2018: Mudem o roteiro pelo amor de Deus!

Na velha política de “cartas marcadas” nada se renova

 Por *Raimundo Feitosa

Chegamos a mais um ano de eleições com o quadro totalmente indefinido e, pior que isso, sem perspectivas de mudança real no Brasil. Pode ser uma visão pessimista, mas olhando do lado de cá (eleitor) não dá pra ver muita coisa, além do que já está posto (nas redes sociais) como voz do povo (ou não). Fora o Bolsomito (rótulo de Jair Bolsonaro) que emerge da insatisfação popular, o Lula, a última bolacha do pacote petista e o Henrique Meirelles (quer ser o FHC de 1994). Que outros nomes temos? O João? O Luciano? A Marina? O Geraldo? Ou seria a vez do Álvaro?

O João amarelou (pelo menos é o que parece). O Luciano tá de brincadeira (só sendo). A Marina é a água morna de sempre. O Geraldo é o chuchu de sempre (só na majoritária nacional). O condenado Lula não vai emplacar, e os outros (detesto quando chamam de outros os menos cotados, mas é assim que funciona), já provaram que não tem chance.

Quem duvida que o Senador ficha limpa (até onde sei) do Paraná possa sair na frente nessa disputa? É claro que ninguém é candidato ainda, e quem pensar que é pode não vir a ser, e vice e versa (até eu fiquei confuso agora), mas, na política tudo pode acontecer.

Faço parte do grupo de brasileiros que ainda não tem candidato, até porque, a julgar pelos nomes apresentados, penso que vamos ter que escolher o menos pior. Tomara que a popularidade vazia de experiência e desprovida de caráter não seja o fiel da balança outra vez.

Não é verdade que político é tudo igual. Acredito que existam pessoas capazes de fazer a diferença. O problema é que o silencio omisso dos bons em momentos decisivos como este, viabiliza a ascensão dos maus.

Alguém pode mudar o roteiro pelo amor de Deus?

É só um pedido de quem deseja anseia profundamente por mudanças. Quando os telejornais apresentam a sinopse da política brasileira, seguidos pelas pesquisas de opinião que apresentam os atores da trama, estremeço só de pensar no que pode dar tudo isso, porque o roteiro é velho e o final desse filme a gente já conhece.

*Raimundo Feitosa – Jornalista, Teólogo e Escritor. Colunista do Agenda Capítal.

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