Eleições 2018: O fio de esperança e a sobremesa

André Brandão e sua esposa Cíntia.

Por Raimundo Feitosa*

Um fio de esperança! É o sentimento que começo a nutrir quando vejo, no “ajeitar da carroça” da política brasiliense, os nomes se encaixando. Há um clima de renovação no ar, e tudo indica ser esse o tema do ano. Há até quem encampe manifestações no sentido de não reeleger ninguém, o que me parece muito radical. Afinal, política se faz com renovação e experiência. No entanto, mesmo radical, a ideia não é ruim. Nesse caso, é melhor pecar pelo excesso de vender a ideia de fazer um “limpa” no Congresso, do que deixar como está pra ver como fica.

Mas não basta renovar. É preciso qualificar. É lamentável e, por vezes trágico, ter no parlamento, parlamentares que quando parlam não sabem o que estão dizendo. Não são idiotas ou alienados. Muitos entendem de política partidária, outros são expert em ramos específicos (empresarial, industrial, sindicalista, e por aí vai), mas, em se tratando da dinâmica legislativa parlamentar, são totalmente leigos. Basta olhar os projetos de leis apresentados, ou dar uma lida nas notas taquigráficas das casas legislativas para ver os absurdos defendidos por gente bem-intencionada, porém, não qualificada para a função. Isso sem falar nos discursos de candidatos a cargo legislativo, fazendo promessas de executivo, que acabam colando, porque a plateia nem sempre distingue as competências dos três poderes.

Mas…

E o fio de esperança? Agora vem o lado bom. O surgimento de candidatos jovens, preparados, interessados no bem-estar comunitário e sem o ranço da velha política é animador. É estimulante ouvir um candidato que sabe realmente o que diz, porque fala de sua própria história e não da história dos outros. Alguém que reúne juventude, experiência, qualificação, visão política panorâmica e tem um projeto político em longo prazo.

É claro que as crises políticas e de liderança pelas quais atravessamos nos tornam céticos. É difícil acreditar que existam candidatos com esse perfil. No entanto, estas gerações (Y e Z) que tem a informação (e informação é poder) na palma da mão, vêm com tudo, nos quesitos conexão e qualificação. Uma parte desse pessoal se interessa por política e quer fazer a coisa do jeito certo. Nesse contexto, quando se dá oportunidades para que os novos surjam, percebe-se nitidamente que a renovação e a qualificação política, tão urgentes em nosso País, são possíveis.

De onde eu tirei isso? De um jantar que participei no restaurante Palhoça nesta quarta-feira (25) na cidade do Guará/DF.

E a sobremesa?

Bem, ela está descrita nos dois últimos parágrafos.

*Raimundo Feitosa – Jornalista, teólogo, escritor. Colunista do Agenda Capital

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