Eliana Pedrosa quer construir mais dois estádios de futebol no DF

Eliana Pedrosa, candidata ao GDF. CRÉDITO: ANA RAYSSA/ESP. CB/D.A PRESS.

Por Ana Viriato – CB. Poder

Apesar de o Executivo local administrar altas despesas com o Estádio Nacional Mané Garrincha, que gasta 11 vezes mais do que arrecada, a candidata ao Palácio do Buriti Eliana Pedrosa (Pros) pretende construir mais duas arenas no Distrito Federal — uma no Recanto das Emas e outra em Santa Maria. A ex-distrital comentou a proposta nesta quinta-feira (13/09), em entrevista ao DF 1, da Rede Globo.

O compromisso consta no plano de governo de Eliana, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além do Mané, o DF conta com outros 11 estádios de pequeno a médio porte: Serejão, Bezerrão, Adonir Guimarães, Cave, Rorizão, JK, Abadião, Augustinho Lima, Chapadinha, Ninho do Carcará e Vasco Viana de Andrade.

À candidata, foi perguntado se “está faltando estádio em Brasília”. Eliana, a princípio, desconversou: “Está faltando, principalmente, saúde. A primeira coisa que queremos fazer no governo é acabar com as filas de cirurgia, acabar com as filas de exames e entregar remédios. Isso nós vamos fazer”, disse.

O apresentador insistiu: “A senhora não vai cumprir esse item?”. “Vou cumprir. Nós temos R$ 1,7 bilhão de investimento para fazer dentro do orçamento do DF em todos os anos”, disse a candidata. “E a senhora quer construir estádio?”, reforçou o jornalista. “Quero fazer estádio, quero fazer 7 hospitais, quero reformar as escolas, quero construir creches. Vamos mostrar que temos capacidade de fazer isso. A minha história é uma história de trabalho e realização”, pontuou Eliana.

Retomou-se, então, a questão inicial. A candidata respondeu que faltam estádios em Brasília, apesar dos altos custos do Mané. “Vamos continuar o caminho de fazer uma concessão e levá-lo [estádio] a quem tem expertise para que deixe de ser despesa e passe a ser receita para o DF”, adiantou, sobre a arena localizada na capital. E emendou:  “Agora, temos cidades que não tem um estádio de futebol. Não será um monumento como esse, mas um estádio pequeno, para que os jovens e aqueles que querem praticar esportes possam fazê-lo”, alegou.

“As nossas cidades têm um sentimento de pertença. Vá nas cidades, você vai ver, as pessoas se ressentem. Tudo é no Plano Piloto. Nós não faremos isso. Eu tenho a missão de levar melhor qualidade de vida para todas as cidades”, completou Eliana.

De acordo com a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) — que administra o Mané Garrincha —, o estádio consome cerca de R$ 700 mil por mês, referentes a despesas com energia, limpeza, manutenção e outros serviços. A arrecadação, por outro lado, foi de R$ 760.593,97 em todo o ano de 2017. Ou seja, em pouco mais de um mês, a arena gasta tudo o que arrecadou em todo o ano passado.

Da Redação com informações do Correio

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