Entre um aliado na OAB e um voto na CLDF

Câmara Legislativa do DF. Foto: Reprodução

Por Coluna Eixo Capital

A advogada Juliana Navarro, que deixou ontem o comando da administração regional do Gama, se despediu do cargo com uma carta apontando as realizações em quase cinco meses de gestão. Juliana ressaltou que segue como cidadã da cidade, onde viveu, criou os filhos e advogou. “Desejo ao próximo administrador sucesso e sabedoria para fazer o melhor para esta cidade que aprendi a amar”, escreveu. Neste caso, pesou o jogo político. Juliana é aliada de Ibaneis na advocacia e representou o Gama no Conselho Seccional da OAB/DF, mas o governador precisa de votos na Câmara Legislativa do DF.


Menos trabalho, salário igual

Cinco procuradores da Câmara Legislativa foram exonerados ontem a pedido. Abriram mão do cargo comissionado para evitar as novas regras estabelecidas pela Casa que obriga os servidores com gratificação a uma jornada diária de oito horas. Como já ganham o teto do funcionalismo ou estão quase lá, eles preferem não ter cargos para poder trabalhar seis horas corridas.

Espanto

A deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF) que está fazendo um bom trabalho na Câmara dos Deputados, não escondeu o espanto diante do bate-boca ocorrido ontem no plenário da Comissão de Educação entre o deputado Delegado Waldir (PSL/GO) e professores e alunos, no fim da audiência pública que discutiu o contingenciamento de recursos para a educação. Novata na política, Paula não deve estar acostumada com as baixarias. Levantou as sobrancelhas, com cara de susto. O parlamentar de Goiás chamou os manifestantes de “petistas e maconheiros”, o que foi refutado veementemente como uma ofensa.

Em busca de apoio

O diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, o adjunto, Benito Tiezi, e o presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol), José Werick de Carvalho, têm procurado apoio no Congresso para a aprovação da paridade. Com experiência nas articulações de temas corporativos, eles estão mobilizados.

Companheiros no poder e na prisão

Depois de passar uma temporada cumprindo pena na cela ao lado do ex-senador Luiz Estevão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu divide o espaço com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, numa ala nova no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba. Na cadeia da Lava-Jato, o ex-senador Gim Argello também está preso.

Desarmados

Presidente da Comissão Externa da Violência contra a Mulher, a deputada Flávia Arruda (PR/DF) está pedindo aos governadores que recolham as armas de policiais suspeitos de agressões domésticas. Impressiona o assassinato seguido de suicídio envolvendo um policial civil e a ex-namorada, a professora Débora Correa. Só neste ano, 13 mulheres morreram vítimas de homens com quem tinham ou tiveram relacionamentos.

Licenciado

O ex-vice-governador Tadeu Filippelli ressalta que durante a campanha do ano passado esteve licenciado da Presidência do MDB enquanto concorria a um mandato de deputado federal. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na sede do partido na última terça-feira, para apurar uso de candidatas laranjas na corrida eleitoral para receber dinheiro do Fundo Partidário sem entrar verdadeiramente na disputa. Segundo a suspeita, o dinheiro seria desviado.

Animado

José Humberto Pires demonstra que está animado com a possibilidade de aceitar o convite do governador Ibaneis Rocha para assumir a Casa Civil, segundo relato de amigos.

Tiro ao alvo

A carta dos governadores, inclusive Ibaneis Rocha, com pedido de revisão do decreto que flexibiliza o porte, a posse e a compra de armas e munições fez efeito e o presidente Jair Bolsonaro amenizou a regra, retirando a autorização para cidadãos comprarem fuzis. Foi uma vitória do grupo de 14 governadores. Com as negociações para a reforma da Previdência, Bolsonaro precisa de apoio. Mas a lista de demanda dos políticos estaduais é grande, inclusive do DF. O porte de fuzis por qualquer cidadão era uma medida tão radical que não tinha como permanecer no texto, sob pena de Bolsonaro perder apoio até de quem é a favor da política do armamento.

Siga o dinheiro R$ 17.499.687,83

É o montante disponível ontem no Fundo de Apoio à Cultura (FAC), dinheiro que será canalizado para a reforma do Teatro Nacional. No Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), sugerido como alternativa pelo líder do governo na Câmara Legislativa, Cláudio Abrantes (PDT), como recursos que poderiam ser usados no Teatro Nacional, há apenas R$ 10 mil. O levantamento é do gabinete do deputado Chico Vigilante (PT).

A pergunta que não quer calar

Convocada pelo presidente Jair Bolsonaro, a manifestação do dia 26 de maio vai encher as ruas, como a de defesa do orçamento da educação?

Da Redação com informações do Correio

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