A fé, a ingratidão e a lepra

Fé aos pés da cruz!

Dentre os vários milagres que a bíblia registra como sendo de autoria de Jesus, está a cura dos dez leprosos, numa época em que a doença era algo terrível e incurável. Desde o momento em que era constada a doença, o leproso era privado do convívio social e ficavam em um lugar isolado.

Por Delmo Menezes

O Novo Testamento nos mostra a situação dos leprosos, a sua vida em cavernas afastadas das pessoas. Se porventura um deles tivesse de andar ao encontro dos demais, teriam que tocar um sino, para se auto anunciar e determinar a distância. A situação do leproso era extremamente humilhante, visto que a lepra era considerada no Judaísmo um estado de grande impureza. Em caso de um leproso tornar-se curado, ele teria que ir até o Templo de Jerusalém se apresentar ao sacerdote que o examinava e o liberava para conviver com qualquer pessoa. Jesus sabedor das normas do Judaísmo, ordenou que os dez leprosos fossem se apresentar ao sacerdote, para atestar a cura. A bíblia relata no evangelho de Lucas: “Ao vê-los, ele disse: “Vão mostrar-se aos sacerdotes”.  E, indo eles, ficaram limpos”. (Lc. 17-14).

Um fato nos chama atenção nesta importante passagem bíblica. Todos os dez leprosos foram curados, porém, apenas um voltou para agradecer ao Mestre. Aquele ato demonstrava rendição, entrega, humildade e submissão. Jesus perguntou: “Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove”? (Lc. 17.17). Não voltaram para agradecer. Cometeram o pecado da ingratidão. Jesus valoriza o louvor, as ações de graças, a adoração, mas, acima de tudo, ele queria ver aquelas pessoas perto dele, rendidas aos seus pés.

Quantas pessoas no mundo de hoje cometem o pecado da ingratidão. No momento de necessidade, buscam aqueles que sabem que estarão sempre ao seu dispor, depois simplesmente os descartam. “Já tenho o que preciso, agora não preciso mais de você”. Estas pessoas se esquecem que o mundo dá muitas voltas. Um dia você está por cima, outro dia você pode necessitar daquela pessoa que estendeu as mãos para você. A ingratidão é um sentimento que domina uma grande parte do ser humano.

As vezes queremos a todo o custo, a nossa vitória, e nos esquecemos daquele que verdadeiramente estendeu as mãos no momento de grande luta. O benefício físico, pessoal e material, é algo passageiro. Muitos se esquecem disso e cometem o pecado da ingratidão. O ex-leproso, o único que voltou e agradeceu por sua cura, demonstrou um nível maior de fé, reconhecimento e gratidão.

Talvez a “lepra” de muitos não esteja exposta, contudo ela corrói como um câncer que aos poucos vai mostrando o verdadeiro estado de espírito da pessoa, e quando se dá conta de si, já está totalmente podre.

Frequentemente não sabemos agradecer nem quem está ao nosso lado, quanto mais a Deus!

Quando você reconhece sua verdadeira condição humana, percebe que precisa introduzir no topo da sua lista de prioridades o agradecimento a Deus, e as pessoas que um dia estenderam as mãos para você. O pior erro de uma pessoa ingrata é o de afastar as pessoas que mais se importam com ela.

O egoísmo e a falsa suficiência têm levado as pessoas a agirem como os nove leprosos que não voltaram para agradecer. Amanhã você pode precisar de novo, não seja ingrato e agradeça o bem que recebeu hoje!

 Da Redação do Agenda Capital

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