Furacão Irma perde força na Flórida e é rebaixado para categoria 2

Miami, Florida - Passagem do furacão Irma. Foto: AFP PHOTO / Michele Eve SANDBERG

O furacão Irma, que atinge a Flórida neste domingo (10), perdeu força e agora está na categoria 2, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC), com ventos de até 177 km/h.

Por Redação

No Estado, 6,3 milhões de pessoas receberam ordem para abandonar suas casas, depois de o fenômeno provocar inundações no norte de Cuba e deixar 25 mortos no Caribe. Por enquanto, três pessoas morreram em acidentes decorrentes dos fortes ventos.

O NHC alertou que não se deve sair à rua mesmo que diminuam os ventos quando passar o olho do furacão, pois os “ventos perigosos voltarão muito rapidamente”, quando o centro do ciclone se afastar.

Segundo um provável padrão de trajetória, o olho de Irma “deve se mover perto ou sobre a costa oeste da peninsula da Flórida até segunda-feira à noite”, para depois se deslocar terra adentro sobre o norte deste estado e o sudoeste da Geórgia.

“Ainda que seja seu enfraquecimento, espera-se que Irma permaneça como furacão pelo menos até a manhã de segunda-feira”, apontou o NHC.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que viajará “muito em breve” à Flórida para avaliar os estragos provocados pelo furacão Irma, sem especificar uma data.

“Vou à Flórida muito em breve”, disse Trump aos jornalistas ao regressar à Casa Branca após uma reunião com funcionários da Segurança Nacional e de gestão de emergências na residência presidencial de Camp David. “Neste momento estamos preocupados com as vidas, e não com os prejuízos” provocados pelo Irma, destacou Trump.

Ele declarou estado de catástrofe natural na Flórida, medida que permite desbloquear verbas e recursos federais suplementares para socorrer a península varrida pelo gigantesco furacão Irma.

Inundação e queda de árvores

Árvore arrancada pela força do vento em Miami. Foto: reprodução

A força dos ventos e as copiosas chuvas geradas pelo furacão já fizeram estragos em Miami, onde há ruas inundadas e árvores caídas. As ruas, totalmente vazias, eram iluminadas pela intensidade dos numerosos raios e o forte vento era percebido nos edifícios da cidade, que recebiam o impacto de objetos que saíam voando devido às fortes sequências.

Conforme a ponta norte da tempestade atingia o arquipélago de Florida Keys, as chuvas e o vento interromperam o fornecimento de energia para cerca de 600 mil casas e empresas, de acordo com as fornecedoras de serviços públicos. O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) prevê ondas provocadas pela tempestade de até 4,6 metros em algumas partes da costa.

As vítimas

As autoridades da Flórida anunciaram três mortes em acidentes de trânsito provocados pelos fortes ventos e chuvas intensas.

A policial Julie Bridges, 42, morreu neste domingo em uma colisão frontal perto da cidade de Sarasota, na costa oeste da Flórida, informou o xerife Arnold Lanier.

“Ela trabalhou a noite toda em um abrigo e seguia para casa para pegar alguns mantimentos no momento do acidente”, disse o oficial.

Outro motorista morreu em um acidente quando seguia para o trabalho.

A terceira vítima foi um homem em um acidente perto de Key West, em Florida Keys, primeiro conjunto de ilhas atingido pelo Irma. O caminhão dele bateu em uma árvore.

Rota

Abrigo em colégio em-Key-West, Flórida, para se protegerem das consequências do-furacão Irma

As previsões mais recentes apontam que o Irma pode passar pela costa da Flórida mais a oeste que se pensava, o que poderia manter o devastador olho do ciclone sobre as águas quentes do Golfo do México. Essa mudança de trajetória pouparia assim uma devastação maior no sudoeste do estado.

A mudança de curso do Irma levou a uma evacuação de última hora na área da cidade de Tampa. Praticamente toda a costa do estado permaneceu sobre o alerta do furacão, e as últimas projeções também podem vir a mudar, poupando ou devastando outras partes da Flórida.

Segundo os meteorologistas, o furacão poderia chegar à Baía de Tampa, no sudoeste da Flórida, na segunda-feira pela manhã.

Desde 1921, a área não foi atingida por um ciclone de maiores proporções. Na época, a população da área era de 10 mil habitantes. Hoje, moram ali 3 milhões de pessoas, informou um porta-voz do Centro Nacional de Furacões.

O governador pôs em prontidão todos os 7.000 membros da Guarda Nacional da Flórida, como também 30 mil guardas de outras partes do país. A tempestade é considerada muito perigosa. Os especialistas preveem chuvas torrenciais, enchentes e tornados.

Da Redação com informações da Folha

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here