Ibaneis atinge 40% dos votos válidos na mais nova pesquisa Exata OP

Ibaneis Rocha (MDB). Foto: Reprodução,

Para a Presidência, Bolsonaro (PSL) segue em primeiro no DF. No Senado Leila do Vôlei (PSB) se mantêm em primeiro, seguido de Izalci (PSDB) e Cristovam (PPS)

Por Eric Zambon / JBr

A última pesquisa de intenção de votos do Exata OP, divulgada neste sábado (6), pelo Jornal de Brasília, mostra que o segundo turno no DF está praticamente garantido. O atual líder das pesquisas, Ibaneis Rocha (MDB), está isolado na frente, mas outros quatro nomes estão empatados na luta pela segunda vaga. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 07395/2018 e divulgado na sexta-feira (5). Ao todo, 1,6 mil pessoas foram entrevistadas em toda a cidade entre terça (2) e quinta-feira (4).

A pesquisa estimulada, contando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo-se nulos, brancos e indecisos, aponta Ibaneis disparado na liderança, com 40% das intenções.

Veja pesquisa estimulada apenas com os votos válidos:

– Ibaneis Rocha (MDB) – 40%

– Rodrigo rollemberg (PSB) – 12%

– Rogério Rosso (PSD) – 11%

– Eliana Pedrosa (Pros) – 11%

– Alberto Fraga (DEM) – 10%

– Paulo Chagas (PRP ) – 6%

– Fátima Sousa (PSOL) – 4%

– Júlio Miragaya (PT) – 3%

– Alexandre Guerra (Novo) – 2%

– Guillen – Não pontuou

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato à reeleição, com 12%, seguido por Rogério Rosso (PSD) e Eliana Pedrosa (PROS), ambos com 11%, e Alberto Fraga (DEM), com 10%. Todos estes candidatos estão tecnicamente empatados.

“Ibaneis ficou muito forte nas classes C, D e E e surgiu como uma onda. Quem não tinha voto consolidado, migrou para Ibaneis Rocha, por isso houve queda dos dois e ascensão dele”, analisa Marcus Caldas, diretor do Exata OP. Ele classifica o emedebista como um “fenômeno nacional” por causa da progressão de 35 pontos percentuais, segundo as pesquisas do instituto que dirige.

Caldas destaca também que Rollemberg e Rosso ganharam fôlego na reta final. O atual chefe do Executivo, na verdade, manteve sua intenção de votos durante quase toda a campanha, oscilando dentro da margem de erro. Rosso, por sua vez, ganhou gás ao declarar apoio a Jair Bolsonaro (PSL), presidenciável com maior penetração no DF, e se aproximar das igrejas. A guinada mais conservadora do candidato do PSD foi sintetizada pelo crescimento de dois pontos em relação ao último levantamento da Exata OP.

Baixa rejeição ajudou a decolar

Nos cenários de segundo turno projetados pelo Instituto Exata OP, Ibaneis Rocha vence com larga vantagem a Rodrigo Rollemberg (64,2% a 17,9%), Eliana Pedrosa (59,4% a 22,2%) e Alberto Fraga (62,7% a 18,7%). Não houve simulação entre o candidato do MDB e Rogério Rosso.

A explicação para os resultados de segundo turno está nas taxas de rejeição de cada postulante ao Buriti. Enquanto Rollemberg lidera com 44% da reprovação do eleitorado, Fraga aparece em segundo com 27% e Pedrosa logo em seguida, com 24%, Ibaneis tem a terceira menor rejeição, com apenas 10%.

Ataques sem efeito

Esse índice também ajuda a entender o motivo do crescimento exponencial do emedebista nas últimas duas semanas. “Para acontecer uma alavancada numa campanha como essa não pode ser apenas um fator determinante”, pondera o diretor do Exata OP, Marcus Caldas.

Diante desse cenário, a estratégia adotada pelos adversários foi concentrar fogo em Ibaneis Rocha nos últimos debates. Para Marcus Caldas, essa tática não surtiu efeito algum, conforme as pesquisas.

“Como o Ibaneis conquistou voto há pouco tempo, dificilmente esse voto migra novamente, a não ser que aconteça um escândalo muito grande”, analisa. “Os ataques e situações de campanha não costumam fazer efeito por que as pessoas entendem ser uma questão eleitoral. Certos fatos que os candidatos se acusam o eleitor não demonstra estar nem aí”, condena Caldas.

Por essa ótica, os clamores de alguns nomes na disputa pelo Buriti para que os debates fossem menos lavação de roupa suja e mais exposição de propostas para o governo fazem sentido. Às vésperas das eleições, e com um cenário tão indefinido, “como nunca visto antes”, ressalta Marcus Caldas, resta ao eleitor lembrar de tudo o que houve e decidir.

Bolsonaro tem a preferência de 51% dos eleitores do DF

Ainda conforme o Exata OP, se apenas o DF definisse o destino do País, Jair Bolsonaro (PSL) estaria eleito em primeiro turno, com 51% dos votos. Segundo a pesquisa de intenção de voto, Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar na preferência do brasiliense, com 11%, mesmo percentual de Ciro Gomes (PDT).

Geraldo Alckmin (PSDB), com 4%; Marina Silva (Rede), com 3%; Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo), com 2% cada; e Álvaro Dias (Podemos), com 1% completam a lista, todos tecnicamente empatados. O demais presidenciáveis foram aglutinados na categoria “outros” e somam também 1%. Os indecisão são 9% e os votos nulos ou brancos foram 5%.

Forte adesão

A adesão do eleitorado brasiliense ao presidenciável do PSL é uma das mais fortes do País. No fim de agosto, quando o ex-presidente Lula (PT) ainda aparecia na relação de candidatos, mesmo assim Bolsonaro tinha mais intenções de voto, evento que não se repetia na maioria das outras unidades da federação. Não à toa, os postulantes a cargos majoritários e proporcionais em Brasília passaram a intensificar o apoio a Bolsonaro, especialmente após o atentado sofrido por ele, em Juiz de Fora (MG), há exatamente um mês.

Senadores como Fadi Faraj (PRP) e Brigadeiro Átila Maia (PRTB), compõem a coligação de palanque ao presidenciável de extrema direita, mas nomes como Fernando Marques (SD), da chapa de Rogério Rosso, e Juiz Everardo (PMN), da coalizaão de Eliana Pedrosa, embarcaram na onda.

Por outro lado, Marina Silva (Rede), que foi a candidata ao Palácio do Planalto mais bem votada no DF em 2014, com mais de 30% da preferência dos eleitores, murchou de maneira impressionante. A perda prevista de 26 pontos percentuais em relação ao resultado do último pleito revelam que sua base migrou para Bolsonaro.

Nos cenários de segundo turno projetados pelo Instituto Exata OP, Ibaneis Rocha vence com larga vantagem a Rodrigo Rollemberg (64,2% a 17,9%), Eliana Pedrosa (59,4% a 22,2%) e Alberto Fraga (62,7% a 18,7%). Não houve simulação entre o candidato do MDB e Rogério Rosso.

A explicação para os resultados de segundo turno está nas taxas de rejeição de cada postulante ao Buriti. Enquanto Rollemberg lidera com 44% da reprovação do eleitorado, Fraga aparece em segundo com 27% e Pedrosa logo em seguida, com 24%, Ibaneis tem a terceira menor rejeição, com apenas 10%.

Senado: três empatam e Leite ainda tem chances

O resultado da pesquisa para o Senado também atestou a tendência de liderança de Leila do Vôlei (PSB) e a briga acirrada entre Cristovam Buarque (PPS) e Izalci Lucas (PSDB).

Marcus Caldas acredita que só uma catástrofe tira uma das vagas de Leila, mas aponta para a chance de surpresas na outra, já que uma fatia de quase 30% do eleitorado ainda não escolheu seu possível representante no Congresso. “O Izalci é o único candidato de direita, teoricamente, então pode absorver votos desse segmento e passar o Cristovam”, especula.

Ele ainda acredita que Chico Leite (Rede) tem potencial para surpreender, mas duvida da capacidade de crescimento de Wasny de Roure (PT), tecnicamente empatado com o candidato da Rede. Segundo Caldas, o petista seria prejudicado pela abundância de representantes da esquerda, que pulverizam seus votos.

Da Redação com informações do Jornal de Brasília

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