Mulheres são a maioria na Câmara dos Deputados pelo DF. Veja o perfil dos eleitos

Congresso Nacional. Foto: Reprodução

Cinco mulheres e três homens conquistaram as vagas do DF na Câmara Federal. Flavia Arruda (PR), ficou em primeiro lugar entre os 179 candidatos

Por Redação

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, na noite deste domingo (7/10), a lista dos oito deputados federais eleitos. Para definição dos cargos, são feitas as contas do quociente eleitoral e a divisão das cadeiras de acordo com o total obtido por cada coligação. Por isso, nem sempre o candidato que teve maior número de votos é eleito, podendo perder para um adversário menos votado.

Estes serão os representantes do DF na Câmara dos Deputados a partir de 1º de janeiro de 2019:

As eleições no Distrito Federal para a Câmara dos Deputados foram definidas por maioria feminina. Das oito vagas disputadas, cinco foram conquistadas por mulheres e três por homens. Em primeiro lugar ficou Flavia Arruda (PR), mulher do ex-governador do DF José Roberto Arruda.

Nas eleições de 2014, ela concorreu como vice-governadora de Jofran Frejat, depois de o marido ser barrado pela Lei da Ficha Limpa e renunciar à candidatura ao Buriti. Em 2018, a campanha da ex-primeira dama foi a aposta alta do partido e recebeu R$ 2,4 milhões em doações. Dos 179 concorrentes ao cargo de deputado federal, ela teve o maior investimento — quase o limite, de R$ 2,5 milhões.
Confira os candidatos que ocuparão as oito cadeiras destinadas ao DF na Câmara Federal e o percentual de votos recebidos:

1º – Flavia Arruda (PR) – 8,43%
Esposa do ex-governador José Roberto Arruda, Flavia Arruda (PR), 38 anos, ocupa pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados e foi a candidata mais votada para o cargo. Nas eleições de 2014, ela concorreu como vice-governadora de Jofran Frejat, depois de o marido ser barrado pela Lei da Ficha Limpa e renunciar à candidatura ao Buriti. Em 2018, a campanha da ex-primeira dama foi aposta alta do partido e recebeu R$ 2,4 milhões em doações. Dos 179 postulantes ao cargo de deputado federal, ela teve o maior investimento — quase o limite, de R$ 2,5 milhões. Durante a campanha, Flavia destacou projetos que ajudou a desenvolver durante o governo do esposo, como o Mãezinha Brasiliense e o Bolsa Universitária. Formada em educação física pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e estudante de direito, ela tem duas filhas com o ex-governador do Distrito Federal.

2º – Erika Kokay (PT) – 6,25%

Natural de Fortaleza, a cearense Erika Kokay (PT), 61 anos, foi duas vezes deputada distrital e, agora, ocupa o cargo de deputada federal pela terceira vez. No Congresso, é titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. Em 2017, quando o então procurador-geral da república, Rodrigo Janot, denunciou o presidente Michel Temer por corrupção, ela foi a única parlamentar do Distrito Federal que votou a favor da continuidade das investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os projetos de lei de autoria da petista que tramitam no Congresso Nacional estão o que tipifica o crime de divulgação de notícias ou informações falsas e o que criminaliza a divulgação, sem consentimento, de fotos, vídeos ou outros materiais relativos à intimidade da mulher.

3º – Bia Kicis (PRP) – 6%
Natural de Resende (RJ), a advogada Bia Kicis (PRP), 57 anos, atuou como procuradora do Distrito Federal por 24 anos e se aposentou em 2016. Durante a campanha como candidata à Câmara dos Deputados, ela enfatizou a defesa da segurança pública e jurídica, da família, da vida e da propriedade privada, além da Operação Lava-Jato. Bia Kicis também apoiou o combate à corrupção e à impunidade. No campo econômico, ela se declarou como defensora de valores liberais traduzidos em economia de livre mercado, com incentivos ao empreendedorismo privado e sem interferência do Estado. A advogada ainda prometeu levar educação e saúde a cidades a fim de descentralizar o poder da União. Entre as propostas de Bia Kicis, apoiada pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), também está a redução dos impostos.

4º – Julio Cesar (PRB) – 5,54%
Mais um nome novo na Câmara dos Deputados, Julio Cesar (PRB), 43 anos, é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e foi eleito como distrital nas eleições de 2014. Antes disso, atuou como secretário de Esporte. Natural de São Bernardo do Campo (SP), é casado e formado em direito pela Universidade Ibirapuera (Unib), de São Paulo. Entre os projetos de lei de autoria do deputado estão o que institui o projeto Ginástica nas Quadras em todas as regiões administrativas do Distrito Federal e o que inclui as artes marciais como componente curricular facultativo nos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino do DF. Ambos estão em tramitação. Assim como Celina Leão (PR), é réu por corrupção passiva e investigado na Operação Drácon. Responde às mesmas acusações de envolvimento em esquema de pagamento de propina na Câmara Legislativa.

5º – Professor Israel (PV) – 4,69%
Professor e cientista político, o brasiliense Israel Batista (PV), 36 anos, assumiu o cargo de deputado distrital pela primeira vez em 2010. Em 2014 foi reeleito como o terceiro candidato mais votado e, nas eleições de 2018, optou por se eleger à Câmara dos Deputados. Enquanto distrital, propôs a criação do Brasília sem Fronteiras, programa de intercâmbio estudantil para alunos dos Centros Interescolares de Línguas (CILs) de Brasília, universitários e servidores públicos do GDF, além da lei que permite o recebimento dos créditos do programa Nota Legal em dinheiro para quem não tem carro ou casa. Com foco na educação, as propostas do deputado para o novo mandato incluem a promoção de ações para valorização da escola pública desde o ensino básico, o fortalecimento dos câmpus do Instituto Federal de Brasília (IFB), a construção de CILs em todas as cidades do Distrito Federal e a defesa integral da Universidade de Brasília (UnB).

6º – Luís Miranda (DEM) – 4,52%
Empresário, palestrante e morador de Miami, nos Estados Unidos, Luis Miranda (PRB), 38 anos, tem dois filhos e vive no estado da Flórida desde 2014. O brasiliense tentou investir em diferentes negócios, mas não teve sucesso. Desde que se mudou para o país norte-americano, Luís Miranda divulga palestras nas mídias sociais para auxiliar brasileiros que queiram viver legalmente por lá. Entre os eixos focados pelo empresário estão segurança pública, saúde, educação, empreendedorismo, combate à corrupção e a reforma tributária. Em prol desse último objetivo, ele se comprometeu a criar mecanismos que simplifiquem e unifiquem as normas relativas aos impostos. Luis Miranda ainda prometeu lutar para garantir o desenvolvimento sustentável das cidades e viabilizar a criação de empregos e a diminuição de desigualdades.
7º – Paula Belmonte (PPS) – 3,2%
Estreante na política, Paula Belmonte (PPS), 45 anos, é empresária, tem experiência no setor privado e pretende lutar pela infância e juventude. Esposa do advogado, Luís Felipe Belmonte, que concorreu como primeiro suplente do candidato ao Senado Izalci Lucas (PSDB), e foi vencedor. Paula concorreu na coligação de Rogério Rosso (PSD). Formada em administração, ela usou a imagem de empreendedora para conquistar os eleitores durante a campanha. Também se manifestou contra a reeleição de senadores e declarou que deputados deveriam assumir o mesmo cargo no máximo duas vezes. Pretende combater os privilégios e mordomias na Câmara dos Depoutados. parlamentares.

8º – Celina Leão (PP) – 2,2%
A goiana Celina Leão (PP), 41 anos, se elege pela primeira vez como deputada federal. Antes, foi presidente da Câmara Legislativa e deputada distrital duas vezes. Ela foi a aposta do partido, que investiu R$ 1,8 milhão da direção nacional da sigla na campanha. Formada em administração de empresas e estudante de direito, é casada e mãe de dois filhos. Em 2017, Celina e outros quatro distritais se tornaram réus por corrupção passiva, acusados de envolvimento com o pagamento de propina na Câmara Legislativa. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, foi recebida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em processo decorrente da operação Drácon. Na semana anterior às votações do primeiro turno, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, recurso da deputada pedindo anulação do processo.

Quociente eleitoral

 Embora tenha alcançado uma porcentagem de eleitores maior que a da candidata Celina Leão, o Professor Paco (Podemos), não conquistou a oitava cadeira destinada aos deputados do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. O motivo seria o cálculo do quociente eleitoral, que leva em conta, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a proporção dos votos obtidos pelos partidos ou coligações para a eleição de deputados.

Da Redação com informações do Correio e Agenda Capital

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