O Bêbado o Equilibrista e a Política

Por Delmo Menezes

A música “O Bêbado e o Equilibrista”, de autoria de João Bosco & Aldir, que ficou eternizada na bela voz de Elis Regina, é uma das mais famosas músicas que ecoaram os ouvidos na época da ditadura militar.

A famosa música recheada de metáforas, deu ao sociólogo Betinho e seu mano Henfil, coragem, incentivo e forças para enfrentar o regime da época, diante de uma nação reprimida.

Fazendo uma analogia do título da música “O Bêbado e o Equilibrista”, e os dias atuais, percebemos o quanto os nossos políticos se apresentam como o “bêbado” e o “equilibrista”.

Geralmente quando uma pessoa está de “porre”, perde a noção do que fala, faz amizade com estranhos, entra no banheiro errado e, quando chega em casa, ainda bate na porta errada. Alguns estudos recentes têm sugerido que a reação de uma pessoa ao uso excessivo de álcool tem a ver com as questões culturais e sociais que fazem parte da vida dela.

No aspecto político, tem muitos “bêbados” tentando levar seu mandato de forma desastrosa até o final. Perdem a noção do que fala, fazem todo tipo de alianças, geralmente espúrias, e tentam se equilibrar para conseguirem escapar de condenações através do foro privilegiado. Olhe a que ponto chegamos!

Não é à toa que as últimas pesquisas tanto a nível federal como local, tem mostrado o povo distante do eleitorado. Em vários cenários, mais de 90% dos eleitores ainda estão indecisos, não sabem em quem votar, e não acreditam nos atuais políticos.

No DF por exemplo, as últimas pesquisas indicam que 91% ainda não sabem responder em quem votariam na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Os moradores de Brasília rejeitam a maioria dos que já se articulam nos bastidores para concorrer ao Palácio do Buriti, mas não conseguem citar possíveis nomes novos, capazes de angariar votos no ano que vem.

A nível federal a situação praticamente é a mesma. Os nomes que aparecem como possíveis presidenciáveis, estão longe de atrair a atenção do eleitorado, em virtude de uma série de fatores, como o problema da corrupção que assola toda classe política.

Enquanto isso nos bastidores, os “bêbados e os equilibristas”, vão tentando se articular a fim de terminar seus mandatos.

Da Redação do Agenda Capital

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