O Cotoco do Rabo

Por Miguel Lucena

Uma mulher ganhou mil reais para provar, no programa dominical Sílvio Santos, que era capaz de reger uma orquestra com as duas bandas da bunda.

Nua despida, como dizia minha mãe, entrou na casa dos brasileiros sem cerimônia, sem pedir licença, e fez careta para todos, ora repuxando um lado, ora o outro, enquanto os instrumentos musicais alternavam as notas de acordo com os movimentos glúteos.
A perda dos freios morais está levando grande parte da população brasileira a pensar que tudo é normal e as regras estabelecidas para a convivência saudável em sociedade são coisas inventadas para tolher a liberdade individual.
Ora, um dos passos dados pelo ser humano em sua evolução foi caminhar ereto, afastando-se das excretas. Voltar a exibir o aparelho excretor, por onde sabemos, desde a mais tenra idade, que saem os dejetos escatológicos, é evidente retrocesso.
O pudor público é reconhecido como necessário desde que o mundo é mundo, por isso nos esmeramos no uso das melhores roupas, quando podemos, e mesmo os miseráveis usam trapos para esconder suas partes pudendas.
A intimidade é algo que precisa ser preservado, mas os desembestados inventaram o tal de nudes e danaram-se a filmar e postar nas redes as relações sexuais, igualando-se a cachorros que fazem sexo enganchados no meio da rua.
Nós, que preservamos a vida privada e a intimidade, somos conservadores do que é são.  Esses, que caminham para trás na evolução humana, ousam nos chamar de reacionários e se autointitulam avançados e progressistas, são irracionais que ficaram no mundo somente com o cotoco do rabo.
Miguel Lucena é Delegado da PCDF, Jornalista e Colunista do Agenda Capital

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