Dr. Cid Carvalhaes

Por Dr. Cid Carvalhaes

Entrei em uma loja, acompanhava minha esposa. Óculos à mostra, vários, preços ditos promocionais. Proteção solar decantada aos quatros cantos. Vendedoras jovens, pouco além da adolescência. Todas com máscaras, porém, não vacinadas.

Surpreendi-me e, no exercício do mister de educação em saúde procurei sensibilizá-las para a VACINAÇÃO. Surpresa! Resistência em se vacinarem. Disseram: vacina mata. Seríamos “ratinhos de laboratório”. Insisti sobre a importância de se vacinarem. Protejam-se e aos seus, família, amigos, colegas e, em especial, possíveis compradores, entre outros.

Refleti sobre o episódio. Única explicação, influência nefasta de negacionistas. Negam as vacinas e difundem “fake news”, comentários alheios e distantes dos mínimos conhecimentos epidemiológicos, infectológicos e demais relevância cientificas. Ignoram, pura e simplesmente. Resultado, parcela relevante da população sem se vacinar ou completar esquemas preconizados da VACINAÇÃO.

Festas de final do ano, carnaval, aglomerações frequentes, flexibilização de normas preventivas, enfim, prevalência do econômico sobre a preservação da vida. Novas variantes, Delta, Ômicron, as mais divulgadas. Desconhecemos, ainda, suas consequências. Verdadeiras ameaças, dos vírus, estrutura rudimentar microscópica e dos “vírus” bípedes a infestarem mentes desavisadas. Lástima.

*Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes – Médico neurocirurgião e advogado. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Presidente do Conselho Deliberativo da SBN, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Especialista no Direito Médico e da Saúde e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Paulista de Direito. É Colunista do Agenda Capital.

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