Reunião do Conselho de Saúde do DF nesta terça (12) no auditório da FEPECS, com a participação do ICTDF, Secretária de Saúde, IgesDF e parlamentares. Foto: Ayjalla Kalleb / ICTDF.

No plenário da CLDF, o deputado Max Maciel destacou que a criação da fundação é a alternativa mais benéfica ao DF entre as opções disponíveis. Avanços no ICTDF fortalecem defesa por fundação pública vinculada à Secretaria de Saúde

Por Redação

A criação de uma Fundação de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (FCTDF), vinculada à Secretaria de Saúde (SES), ganhou força nesta terça-feira (12) após manifestações de apoio de parlamentares e aprovação formal do Conselho de Saúde do DF (CSDF). A medida busca garantir a gestão pública especializada e estável do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), atualmente sob intervenção do Governo do DF desde dezembro de 2023.

O tema foi discutido durante reunião ordinária do CSDF, no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), onde o ICTDF apresentou um balanço dos avanços obtidos nos últimos meses. O encontro contou com a presença do secretário de Saúde, Dr. Juracy Cavalcante; dos interventores do instituto, Dr. Marcus Costa e Dra. Lucylene Messias; do deputado distrital Max Maciel (Psol); do presidente do IGESDF, Cleber Monteiro; de representantes das deputadas Dayse Amarílio (PSB) e Érika Kokay (PT); do presidente do Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx), Robério Melo; além de gestores, colaboradores e conselheiros distritais de saúde.

Primeiro interventor do ICTDF Dr. Marcus Costa e o Secretário de Saúde do DF, Dr. Juracy Cavalcante. Foto: Ayjalla Kalleb / ICTDF

A decisão do Conselho de Saúde, aprovada por 21 conselheiros, recomenda oficialmente ao GDF que o ICTDF seja gerido por uma fundação pública de direito privado, vinculada à SES. O documento será encaminhado ao Tribunal de Contas do DF (TCDF), à Câmara Legislativa (CLDF), ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e a demais órgãos de controle.

Segundo o presidente do conselho, a medida é uma resposta à necessidade de garantir continuidade e qualidade no atendimento. Atualmente, o ICTDF, entidade filantrópica, é responsável por cerca de 90% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS) na área de cardiologia e transplantes, e vinha enfrentando dificuldades sob a gestão anterior.

Deputado distrital Max Maciel defende a criação do modelo de Fundação para gerir o ICTDF. Foto: Carlos Gandra/CLDF.

No plenário da CLDF, o deputado Max Maciel destacou que a criação da fundação é a alternativa mais benéfica ao DF entre as opções disponíveis — que incluem uma nova licitação ou um contrato privado. “Os dados mostram que, desde que profissionais do DF assumiram, aumentaram as internações, cirurgias, transplantes e cuidados. Em alguns procedimentos, o crescimento foi superior a 100% em relação à gestão anterior, que já atendia mais que o IGESDF”, afirmou.

A deputada Dayse Amarílio, presidente da Comissão de Saúde, reforçou seu apoio e já apresentou ao Buriti a Indicação nº 8.703/2025 para a criação da fundação. O vice-presidente da CLDF, deputado Ricardo Vale (PT), também se posicionou favoravelmente e disse ao Agenda Capital que irá articular com colegas e com o GDF para viabilizar a Fundação de Cardiologia e Transplantes.

A proposta atende, ainda, a uma recomendação do Ministério Público do DF e Territórios, que determinou a realização de um novo chamamento público para a gestão do ICTDF. A criação da fundação, segundo seus defensores, representaria um modelo de gestão com mais autonomia administrativa e orçamentária, sem perder o caráter público e gratuito dos serviços.

Com o apoio político e institucional crescente, a expectativa é de que a proposta seja debatida formalmente pelo Executivo e pela CLDF nos próximos meses, definindo o futuro de um dos serviços de saúde mais estratégicos do Distrito Federal.

Avanços do ICTDF sob intervenção da SES (dez/2023 – jul/2025)

  • Internações: aumento de 65%
  • Cirurgias cardíacas: crescimento de 78%
  • Transplantes cardíacos: alta de 110%
  • Tempo médio de espera: redução de 40%
  • Atendimento ambulatorial: 25% mais consultas realizadas
  • Satisfação dos pacientes: índice superior a 90% de aprovação

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Da Redação do Agenda Capital

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