
Ações do GDF visam garantir proteção, dignidade e oportunidades às vítimas de violência doméstica
Por Redação
Em um esforço contínuo para combater a violência contra a mulher e garantir sua dignidade e autonomia, o Governo do Distrito Federal (GDF) atua com uma rede de proteção integrada. A iniciativa, que ganha ainda mais destaque durante o Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência doméstica, envolve diversas secretarias e oferece um suporte completo, desde a segurança pública até a assistência social e jurídica.
Acolhimento e suporte: A Casa da Mulher Brasileira e os Centros de Referência
A Secretaria da Mulher (SMDF) é o pilar central na rede de acolhimento, contando com 31 equipamentos públicos dedicados ao atendimento. Entre eles, a Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Ceilândia, oferece um refúgio 24 horas para vítimas, com alojamento de até 48 horas, cursos profissionalizantes e suporte completo.

Complementando esse trabalho, os Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMBs) e os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam) proporcionam acolhimento psicossocial, jurídico e profissionalizante, ajudando as mulheres a fortalecerem sua autonomia e a superarem as violações de direitos. Já os Comitês de Proteção à Mulher funcionam como mecanismos de denúncia e notificação de casos, enquanto os Espaços Acolher buscam quebrar o ciclo da violência ao oferecerem atendimento multidisciplinar a homens e mulheres.

Tecnologia e equipes especializadas
O combate à violência também se dá no âmbito da segurança. O GDF incentiva as denúncias pelos canais 197, 190, 156 (opção 6), 180 e pelo Maria da Penha Online. Um dos pontos de destaque é o programa Eixo Mulher Mais Segura, que conta com tecnologias de proteção como o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP). O DPP, por exemplo, acompanha a vítima e monitora o agressor, e até o momento, nenhuma das mais de 2 mil mulheres monitoradas foi vítima de feminicídio.
A rede de segurança ainda inclui a Assistência da Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), que atua com equipes em nove batalhões da Polícia Militar, e o Copom Mulher, um canal de atendimento qualificado dentro do 190 para acolher as vítimas no momento da denúncia. As duas delegacias especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) e os seis postos do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Nuiam) garantem o apoio especializado, com atendimento psicossocial e jurídico.

Garantia de direitos e autonomia: O programa Direito Delas
A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) contribui com o programa Direito Delas, que oferece atendimento social, psicológico e jurídico gratuito a vítimas de violência e seus familiares em 11 núcleos regionais. O serviço é fundamental para que as vítimas e seus dependentes tenham acesso a apoio e auxílio financeiro, quando aplicável.
Além disso, a Sejus promove iniciativas como o Protocolo Por Todas Elas, que visa prevenir a violência em bares e eventos, e o projeto Conversa com Eles, que busca a conscientização do público masculino sobre a importância do respeito à mulher e a responsabilidade coletiva.
Conforme ressaltam as secretárias Giselle Ferreira e Marcela Passamani, a proteção à mulher é um trabalho contínuo, que vai além do Agosto Lilás, e visa garantir que no Distrito Federal, nenhuma mulher se sinta sozinha.
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Da Redação do Agenda Capital




