
Em coletiva de imprensa, o presidente Paulo Henrique Costa defendeu a aquisição, destacando a importância da atuação parlamentar no processo
Por Delmo Menezes
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (19/8), o Projeto de Lei (PL) que autoriza o Banco de Brasília (BRB) a adquirir participações em outras instituições financeiras. A aprovação, por 14 votos a favor e 7 contrários, é um passo fundamental para o plano de expansão da instituição financeira pública.
A matéria foi tema de longos debates na sessão, com a presença massiva da base governista. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o secretário chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, estiveram na Casa por mais de três horas para detalhar o negócio aos parlamentares, especialmente os de oposição.
O projeto autoriza o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do capital social do Banco Master S/A. A aquisição faz parte da estratégia do BRB para se consolidar como uma instituição de referência, expandindo sua atuação para além do Distrito Federal e incorporando novas tecnologias e expertise.
Estratégia e segurança da operação
Em coletiva de imprensa, o presidente Paulo Henrique Costa defendeu a aquisição, destacando a importância da atuação parlamentar no processo. “A compra vai trazer dividendos, que serão reinvestidos em políticas públicas e que serão, inclusive, direcionados pela CLDF”, afirmou. O PL aprovado flexibiliza a atuação do BRB, permitindo a aquisição de empresas com atividades complementares, como as do ramo de tecnologia da informação.
Para garantir a segurança da transação, o BRB, segundo o presidente, realizou uma série de auditorias — contábil, fiscal, trabalhista e de tecnologia operacional. O texto do projeto também prevê a contratação de uma empresa especializada para a avaliação da aquisição do Banco Master.
Projeção de lucros e próximos passos
De acordo com a justificativa do Governo do Distrito Federal (GDF), a operação tem potencial para gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em resultados adicionais para o conglomerado nos próximos cinco anos. Um ponto crucial é que a compra será realizada com recursos próprios do BRB, sem a necessidade de repasses ou transferências do Tesouro do Distrito Federal.
Com a aprovação na CLDF, o projeto de lei segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), já deu aval para concretização da aquisição.
Siga o Agenda Capital no Instagram>https://www.instagram.com/agendacapitaloficial
Da Redação do Agenda Capital




