Italiano comanda o Brasil em duelos frente ao Chile e à Bolívia pelas rodadas finais das Eliminatórias da Copa de 2026. Foto: Reprodução.

Apesar da classificação já garantida, o Brasil ocupa a terceira posição nas Eliminatórias, com 25 pontos, atrás da líder Argentina (35) e do Equador.

Por Redação

O técnico Carlo Ancelotti divulgou nesta segunda-feira (25) a lista de convocados da Seleção Brasileira para os jogos de setembro nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O Brasil enfrenta o Chile, no Maracanã, no dia 4, e a Bolívia, em El Alto, no dia 9, já com a vaga no Mundial assegurada. A convocação traz mudanças significativas, com nove novidades em relação à lista anterior, e marca a ausência de Neymar, novamente fora por questões físicas.

Neymar fora mais uma vez

O craque, que segue em recuperação de problemas físicos, não foi lembrado por Ancelotti. O treinador foi enfático ao justificar:

“O jogador que atua na seleção tem de estar 100% em sua condição física. Esse é um critério muito importante para nós. Há muita competição e, se o atleta não está 100%, não tenho problema nenhum em chamar outro”, afirmou.

A ausência de Neymar reforça o movimento de transição que Ancelotti tem buscado desde sua chegada ao comando da equipe. O italiano parece disposto a reduzir a dependência histórica do Brasil em torno do camisa 10 e dar espaço a uma nova geração de talentos.

Renovação em marcha

Entre os 25 nomes, chamam atenção estreias e retornos de atletas jovens que atuam no exterior. Destaque para Douglas Santos (Zenit), Fabrício Bruno (Cruzeiro), Caio Henrique (Monaco), Gabriel Magalhães (Arsenal), Andrey Santos (Chelsea), Kaio Jorge (Cruzeiro), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit) e Joelinton (Newcastle).

O Chelsea se consolida como um dos clubes que mais contribuem para a base atual da Seleção, cedendo três jogadores (Andrey Santos, João Pedro e Estêvão, ex-Palmeiras). Outro ponto relevante é a presença de apenas quatro atletas que atuam no futebol brasileiro — Fabrício Bruno e Kaio Jorge (Cruzeiro), Alex Sandro (Flamengo) e Hugo Souza (Corinthians).

Ancelotti também optou por não convocar jogadores do Real Madrid, como Vinícius Júnior, Rodrygo e Éder Militão. No caso de Vini, a suspensão na partida contra o Chile pesou; já os demais ficaram de fora para que o técnico possa observar novas alternativas.

O que está em jogo

Apesar da classificação já garantida, o Brasil ocupa a terceira posição nas Eliminatórias, com 25 pontos, atrás da líder Argentina (35) e do Equador. Os dois últimos confrontos contra Chile e Bolívia servirão, portanto, como laboratório para Ancelotti definir a base do elenco que defenderá a Seleção em 2026.

Mais do que os resultados, o objetivo do treinador é consolidar um estilo de jogo que una experiência e juventude. Casemiro, Marquinhos e Alisson seguem como líderes naturais do grupo, mas a presença de jovens como Estêvão e Andrey Santos sinaliza a busca por novos protagonistas.

Preparação para desafios maiores

O roteiro da Seleção prevê concentração na Granja Comary, em Teresópolis, a partir de 1º de setembro. Após o jogo contra o Chile, no Maracanã, a equipe viajará à Bolívia, onde terá de enfrentar a difícil altitude de El Alto, a 4.150 metros do nível do mar. A estratégia será chegar apenas três horas antes da partida para reduzir os efeitos físicos.

Encerrada a participação nas Eliminatórias, o Brasil volta a campo em outubro, em amistosos contra Coreia do Sul (dia 10, em Seul) e Japão (dia 14, em Tóquio), pela tradicional Copa Kirin — duelos que devem oferecer mais um teste importante para Ancelotti diante de adversários com estilos distintos.

Análise

A lista divulgada por Ancelotti reforça três sinais claros de sua gestão:

  1. Critério físico acima da história – a ausência de Neymar deixa evidente que o treinador não abrirá exceções, mesmo para o principal ídolo recente da Seleção.
  2. Renovação planejada – a mescla entre nomes experientes e jovens promessas indica que Ancelotti está construindo a base da equipe de 2026 sem pressa, mas com convicção.
  3. Descentralização de protagonismo – ao abrir espaço para novos atacantes e meias, o italiano busca reduzir a dependência de um ou dois craques e montar um elenco mais equilibrado.

Veja a lista de convocados

  • Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr) e Hugo Souza (Corinthians)
  • Defensores: Alexsandro Ribeiro (Lille), Alex Sandro (Flamengo), Caio Henrique (Monaco), Douglas Santos (Zenit), Fabricio Bruno (Cruzeiro), Gabriel Magalhães (Arsenal), Marquinhos (PSG), Vanderson (Monaco) e Wesley (Roma)
  • Meias: Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Joellinton (Newcastle) e Lucas Paquetá (West Ham)
  • Atacantes: Estevão (Chelsea), Gabriel Martinelli (Arsenal), João Pedro (Chelsea), Kaio Jorge (Cruzeiro), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona) e Richarlison (Tottenham)

Com essa convocação, Ancelotti dá mais um passo em direção a uma Seleção que não apenas participe da Copa, mas chegue ao Mundial com reais condições de encerrar um jejum que já dura desde 2002.

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Da Redação do Agenda Capital

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