Foto: Tony Winston/Agência Saúde-DF

O tratamento deve começar ainda na primeira hora após a suspeita da doença, conhecida como “hora de ouro”.

Por Redação

Nesta semana, quando se celebra o Dia Mundial da Sepse (13 de setembro), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a adoção de protocolos especiais para prevenir, diagnosticar e tratar a condição conhecida como infecção generalizada. O objetivo é reduzir os índices de mortalidade e garantir atendimento mais rápido, especialmente a grupos vulneráveis como crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas.

A sepse é uma resposta inflamatória grave do organismo a uma infecção. Quando não tratada rapidamente, pode evoluir para falência de múltiplos órgãos e levar à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 48,9 milhões de pessoas são diagnosticadas com sepse por ano no mundo, e 11 milhões morrem — o que representa uma em cada cinco mortes globais. Quase metade dos casos ocorre em crianças menores de cinco anos.

No Brasil, o quadro é mais preocupante: a taxa de mortalidade por sepse chega a 60%, enquanto em países desenvolvidos gira em torno de 20%.

Diagnóstico precoce é fundamental

O tratamento deve começar ainda na primeira hora após a suspeita da doença, conhecida como “hora de ouro”. Para a infectologista da SES-DF Clarisse Lisboa, o atendimento imediato é decisivo:

“O diagnóstico e o tratamento ágil fazem toda a diferença para reduzir a mortalidade. Adotamos protocolos clínicos que seguem os pilares da prevenção, reconhecimento e diagnóstico precoces, tratamento correto e reabilitação.”

O paciente Michel Strogoph Horovits, internado no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), é exemplo de como a agilidade salva vidas. “No começo, achei que era só um machucado, mas em pouco tempo meu quadro piorou muito. Se não fosse a rapidez da equipe daqui, eu não estaria melhorando”, relatou.

Tratamento e cuidados intensivos

Na maioria dos casos, o tratamento contra sepse exige internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A primeira medida é a administração de antibióticos de largo espectro por via endovenosa. Em casos de queda brusca da pressão arterial, o paciente pode precisar de vasopressores. Situações mais graves exigem suporte avançado, como ventilação mecânica e hemodiálise.

As crianças merecem atenção especial. “O sistema imunológico infantil ainda não está totalmente desenvolvido, tornando-as mais vulneráveis às infecções”, explica Clarisse Lisboa. “Além disso, muitas vezes os sintomas são difíceis de identificar. Por isso, é fundamental manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico ao menor sinal de infecção.”

Capacitação para profissionais

Para reforçar a rede de atenção, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), em parceria com a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal (SPDF), vai oferecer nesta quinta-feira (11) uma capacitação sobre reconhecimento precoce da sepse pediátrica.

Com o lema “Reconhecer para Agir”, o curso será realizado no auditório do Hmib, com limite de 150 participantes, e também de forma online, via aplicativo Zoom. Os profissionais receberão certificado emitido pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps) do Hmib e pela SPDF, no caso da versão virtual.

A iniciativa busca ampliar a conscientização de médicos e equipes de saúde, reforçando a necessidade de agir rápido diante dos primeiros sinais. Afinal, cada minuto pode ser decisivo para salvar vidas.

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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