Relator da anistia retoma agenda para garantir aprovação e evitar novo “enterro” no Senado
Por Redação
O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta que revisa as penas dos condenados por atos antidemocráticos, intensificou as articulações políticas para garantir a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados e, principalmente, sua tramitação sem maiores entraves no Senado. A principal preocupação do parlamentar é evitar que a matéria tenha o mesmo destino da chamada PEC da Blindagem, que foi aprovada pelos deputados, mas acabou engavetada na Casa de revisão.
Em reuniões com bancadas partidárias, o relator tem percebido a apreensão dos deputados. “Tem uma preocupação das bancadas… de votar e o Senado segurar”, afirmou Paulinho da Força. Ele reconheceu o desgaste na relação entre as duas Casas legislativas após o episódio da PEC da Blindagem e reforçou seu esforço para construir um acordo entre as presidências da Câmara e do Senado. O objetivo é criar um ambiente de pacificação que permita a votação e a aprovação do texto em ambas as Casas.
Desconfiança e impasse entre Câmara e Senado
O clima de desconfiança entre deputados e senadores é um dos principais obstáculos para a proposta de anistia. Durante as reuniões com as bancadas, a insatisfação com a forma como o Senado tratou a PEC da Blindagem ficou evidente. O líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (PP-RJ), lamentou o “momento bastante triste na convivência do Congresso Nacional” e destacou a frustração dos deputados que trabalharam na aprovação de um texto que, na sequência, foi rejeitado no Senado, apesar das sinalizações de que poderia ser aprovado.
Segundo Paulinho da Força, os deputados indicaram que a matéria não deverá ser votada caso não haja um acordo prévio com o Senado. O relator espera que a votação na Câmara aconteça já na próxima terça-feira, mas a aprovação dependerá, em grande parte, da construção de pontes com o Senado. O impasse reforça a complexidade do processo legislativo e a necessidade de articulação política para que projetos de grande impacto, como a proposta de anistia, avancem no Congresso Nacional.
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Da Redação do Agenda Capital





