Ministro Celso Sabino pede exoneração do governo Lula. Foto: Reprodução.

Sabino permanecerá no cargo até a próxima quinta-feira (2 de outubro), a pedido do presidente Lula

Por Redação

O ministro do Turismo, Celso Sabino, oficializou nesta sexta-feira (26) seu pedido de demissão do cargo, após decisão do União Brasil de determinar a saída de todos os seus filiados que ocupam postos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída foi consolidada após uma reunião com Lula, em que Sabino entregou pessoalmente sua carta de desligamento.

“Tive uma conversa hoje com o presidente da República, em virtude da decisão do partido ao qual eu sou filiado, de deixar o governo. Vim hoje aqui cumprir o meu papel, entreguei ao presidente a minha carta e o meu pedido de saída do Ministério do Turismo, cumprindo a decisão do meu partido”, afirmou Sabino, que é deputado federal licenciado.

A decisão do União Brasil, anunciada na última semana, deu 24 horas para que seus filiados se afastassem de cargos no Executivo federal. A medida ocorre em meio a uma crise interna no partido, que teve seu presidente, Antonio Rueda, citado em reportagens sobre suposta ligação com aeronaves operadas por uma empresa associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda nega qualquer envolvimento.

Sabino permanecerá no cargo até a próxima quinta-feira (2 de outubro), a pedido do presidente Lula. O ministro acompanhará o chefe do Executivo em agenda oficial no Pará, durante evento de entrega de obras da COP30, que será realizada em Belém em 2025. “Na próxima semana, na quinta-feira, o presidente estará indo ao estado do Pará inaugurar boa parte das obras da COP30. Vou ainda como ministro”, confirmou.

A saída de Sabino representa a 13ª mudança ministerial desde o início do governo Lula 3. A mais recente havia sido a da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, substituída por Márcia Lopes.

Apesar da saída de Sabino, outros dois ministros filiados ao União Brasil permanecem no governo: Juscelino Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional). Ambos são considerados indicações diretas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e, por isso, não devem ser afetados pela decisão da executiva nacional do partido.

Com a saída confirmada, o governo agora avalia nomes para a sucessão no Ministério do Turismo. Entre os cotados está a atual secretária-executiva da pasta, Ana Carla Machado Lopes, indicada pelo próprio Sabino durante reunião com Lula na semana passada.

Sabino assumiu o ministério em 2023, como parte de uma articulação política para garantir apoio do União Brasil ao governo federal. A sigla, no entanto, nunca aderiu integralmente à base aliada, e seu desembarque do governo escancara mais uma fissura no tabuleiro político de Brasília.

Da Redação do Agenda Capital

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