Roda de Conversa com a senadora Damares (Republicanos), na noite desta terça-feira (04/11) na sede da Associaççao Comercial do DF (ACDF). Foto: Agenda Capital.

A roda de conversa foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) com a participação da Damares Alves, na sede da Associação Comercial do DF (ACDF) na noite de terça-feira (04/11).

Por Redação

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) reuniram lideranças religiosas, empresários, representantes da sociedade civil e políticos na noite desta terça-feira (04/11), na sede da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), em Brasília, para uma roda de conversa sobre temas sensíveis e urgentes da realidade nacional e local. O encontro, que lotou o auditório da instituição, teve como foco segurança pública, saúde, combate ao feminicídio, proteção da infância e outros desafios atuais.

Logo no início do debate promovido pelo IBDR, Damares deixou claro o tom crítico principalmente em relação ao cenário brasileiro. A senadora afirmou que faz parte da ‘base aliada’ do governo Ibaneis e apoia Celina Leão ao GDF. A parlamentar ressaltou que, embora apoie o governo local, não tem poupado cobrança e apontou falhas na gestão, sobretudo na área da saúde.

Roda de Conversa com a senadora Damares na npoite desta terça-feira (04/11) na sede da ACDF. Foto: Agenda Capital.

“Hoje estou destinando os recursos às prefeituras do Entorno, porque no DF não consigo executar minhas emendas”, afirmou, ao comentar dificuldades enfrentadas junto à Secretaria de Saúde para viabilizar obras e investimentos financiados por recursos parlamentares para saúde pública. Para ela, o problema revela falta de planejamento e de eficiência administrativa.

Brasil: um país na UTI, um DF doente

Durante o evento, a senadora apresentou uma série de painéis com indicadores que, segundo ela, retratam um Brasil em crise estrutural. Um dos destaques foi o painel intitulado “Brasil: Um País na UTI, um DF Doente”, que sintetiza sua avaliação sobre o momento político, econômico e social do país.

A ex-ministra da Mulher e dos Direitos Humanos Cristiane Britto, participou do evento na ACDF na noite desta terça-feira (04/11). Foto: Agenda Capital.

De acordo com Damares, o Distrito Federal vive uma situação preocupante, especialmente na saúde pública, que classificou como “muito ruim”. Para ela, a capital federal precisa de um “choque de gestão” que reorganize processos, recupere a confiança da população e garanta serviços básicos funcionando de forma plena.

“O Brasil está vivendo várias crises simultâneas e o DF não está diferente. Falta um choque de gestão. Falta coragem para enfrentar os problemas de verdade”, destacou a senadora.

A senadora Damares Alves na Roda de Conversa na noite desta terça-feira (04/11), na sede da Associação Comercial do DF (ACDF). Foto: Agenda Capital.

Aumento da violência e vulnerabilidade das crianças

Outro ponto abordado pela parlamentar foi a escalada da violência no país. Baseando-se em gráficos e dados apresentados durante a palestra, Damares afirmou que houve um aumento significativo nas estatísticas de estupros, feminicídios e violência contra crianças nos últimos dois anos.

Ela reforçou a necessidade de políticas públicas integradas, que envolvam União, estados, municípios e organizações da sociedade civil. “A violência contra mulheres e crianças está crescendo. Precisamos agir agora. Não dá para normalizar esses números”, alertou.

Presença de lideranças e debate plural

A roda de conversa contou com presença expressiva de lideranças religiosas, representantes comunitários, empresários e da ex-ministra da Mulher, Cristiane Britto. O encontro abriu espaço para que participantes relatassem problemas enfrentados em áreas como segurança, saúde e assistência social, além de sugerir alternativas de políticas públicas.

Para muitos presentes, o evento serviu como termômetro do cenário político local, diante das críticas da senadora ao governo do qual faz parte. A postura firme de Damares também foi interpretada como um movimento de cobrança por resultados — e, para alguns analistas, um gesto que pode ter impactos no tabuleiro político nacional para 2026.

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Da Redação do Agenda Capital

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