Por Dr. Cid Carvalhaes *
Quanta candura se tem em gestos de ternura. Verdadeira abertura de sentimentos profundos, de fato, invadindo mundos. Definir posturas, acaba emoldurando dificuldades e agruras. Pensa-se, expressa-se, confunde-se o entender, emaranha-se o interpretar, resulta em mal estar, de si próprio e de alhures.
Linguagem, eita complicação, fala-se algo entende-se diferente, inaugura-se confusão e ninguem tem razão. Ve-se tudo, enxerga-se pouco, escuta-se bastante, ouve-se migalhas, fala-se aos torrões, expressa-se sem conexões.
Comunicar, entender, conviver, harmonizar, interagir, compreender, acolher, afagar. Sentimentos nobres, puros, por certo, muito seguros, porém, verdadeiramente próximos distantes, destoantes.
Comportamentos, condutas, decisões, ausculta, muita polêmica em escolher a maneira de fazer. Somos, sim, complexos, agindo por reflexos. Ah idades, criam saudades, sedimentam-se maturidades. O passar do tempo traz muitos ensinamentos. Grandes conquistas, sem tormentos.
Viver, de forma tranquila fácil de fazer, difícil de executar. Compreenssões misturam-se com razões, nem sempre bi ou multilaterais, distantes dos naturais.
Longevidade atinge-se tanto por privilégios genéticos, hábitos de vida saudáveis, orientações médicas periódicas e regulares, atividades físicas orientadas, quanto por harmonia, equidade, respeito pleno pelos semelhantes. Sem preconceitos, arrogancias, prepotencias, violências.
*Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes – Médico neurocirurgião, advogado e escritor. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Presidente do Conselho Deliberativo da SBN, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Especialista no Direito Médico e da Saúde e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Paulista de Direito. É Colunista do Agenda Capital.




