Com 27 km de rede implantada, lagoas de detenção e as últimas ruas em processo de pavimentação, moradores relatam alívio após décadas de poeira, lama e enxurradas; obras beneficiam mais de 150 mil pessoas. Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

O novo sistema de drenagem é robusto: a galeria principal inicia com 1,60 metro de altura e chega a 2,60 metros na chegada às lagoas de detenção

Por Delmo Menezes

A conclusão da rede de drenagem do Sol Nascente marca um novo capítulo para uma das regiões mais populosas do Distrito Federal. Após décadas de poeira, lama, alagamentos e enxurradas, mais de 150 mil moradores começam a experimentar uma rotina digna, segura e estruturada. As obras, executadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), entregam 27 quilômetros de rede de captação totalmente funcionando, lagoas de detenção com capacidade superior a 90 mil litros e ruas que entram na fase final de pavimentação.

O secretário de Obras, Valter Casimiro, destaca que a intervenção contempla os trechos 1, 2 e 3 e que a urbanização prevista já foi concluída. “Prometemos à população entregar toda a infraestrutura do Sol Nascente ainda este ano, e estamos cumprindo com êxito. Essa é uma comunidade que sempre conviveu com alagamentos, enxurradas e até destruição de casas. Agora, conseguimos dar mais dignidade aos moradores”, afirmou.

Infraestrutura completa e fim dos transtornos

O novo sistema de drenagem é robusto: a galeria principal inicia com 1,60 metro de altura e chega a 2,60 metros na chegada às lagoas de detenção. As vias paralelas receberam tubulações de 800 a 1.500 milímetros, todas interligadas ao coletor central.

Segundo o engenheiro da SODF responsável pela execução, João Bertini, antes das obras não havia qualquer estrutura de drenagem na região. A mudança, afirma ele, é estrutural. “Já tivemos uma precipitação de mais de 100 milímetros — algo que não ocorria há dez anos — e não registramos alagamentos. A expectativa é que os transtornos enfrentados por décadas fiquem definitivamente no passado”, reforçou.

Alívio para quem vive e trabalha no Sol Nascente

Para os comerciantes e moradores, o impacto já é sentido no dia a dia. O comerciante Wanderson Silva, 42 anos, lembra o quanto a poeira e a lama prejudicavam o cotidiano. “A gente sofreu demais. A poeira invadia tudo, os ônibus passavam e levantavam nuvens que entravam nas lojas. Quando chovia, era pior: enxurrada, lama, gente correndo para não cair. Era uma tribulação”, relata.

O novo sistema de drenagem é robusto: a galeria principal inicia com 1,60 metro de altura e chega a 2,60 metros na chegada às lagoas de detenção.

Com a pavimentação e a drenagem concluídas, a rotina mudou radicalmente. “Hoje lavo a loja só uma vez por dia. O cliente chega, tem onde estacionar. Melhorou demais”, comemora. A valorização dos imóveis também é visível: “Depois dessas obras, supervalorizou. A gente está muito feliz.”

O comerciante Antônio de Sousa, 67 anos, que trabalha há duas décadas na região, confirma a transformação. “Mudou bastante. Não moro aqui, mas vivia aqui todos os dias. Agora, com essa infraestrutura nova, ficou muito bom”, diz. Os filhos e netos dele, que moram no Sol Nascente, também já percebem o salto na qualidade de vida.

Investimento histórico e novos avanços

Desde 2019, o GDF já investiu mais de R$ 630 milhões no Sol Nascente. O montante inclui, além das obras de urbanização, equipamentos públicos essenciais, como Restaurante Comunitário, UPA, Terminal Rodoviário, Casa da Mulher e unidades habitacionais de interesse social.

Os investimentos transformaram a mobilidade e facilitaram a chegada de serviços básicos como coleta de lixo, transporte público, atendimento médico e policiamento. Também reduziram áreas de risco e melhoraram as condições ambientais e sanitárias.

A pavimentação está chegando ao fim, com apenas seis ruas pendentes no Trecho 3. A partir de agora, segundo o secretário Valter Casimiro, o governo volta seus esforços para outras regiões que ainda enfrentam carência estrutural, como Pôr do Sol, 26 de Setembro, Arniqueira, Condomínio Dorothy Stang, Sobradinho e Mestre D’Armas.

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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