Com direito a beca, diplomas, um tradicional almoço inglês e uma playlist com pagode, os alunos celebraram a formatura do Pontes para o Mundo no Rugby College | Foto: Mary Leal/SEEDF

Alunos do DF celebram autonomia e resiliência após intercâmbio na Inglaterra

Por Redação

Uma experiência transformadora marcou a trajetória de 101 estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal que participaram, ao longo dos últimos três meses, da primeira edição do programa de intercâmbio educacional Pontes para o Mundo, promovido pela Secretaria de Educação do DF (SEEDF). Para celebrar a conclusão da jornada, 49 alunos se reuniram na última terça-feira (25), no Rugby College, na cidade de Rugby, na Inglaterra, em uma cerimônia de formatura repleta de emoção, simbolismo e integração cultural.

Vestidos de beca, com diploma em mãos e ao som de uma playlist que misturava pagode e ritmos brasileiros, os estudantes comemoraram o sucesso da experiência internacional ao lado de representantes da delegação brasiliense e autoridades britânicas. A frase do escritor mexicano Octavio Paz — “Tornamo-nos estrangeiros para conhecer quem somos” — serviu de inspiração para o evento, citada no discurso de abertura do coordenador do programa, David Nogueira.

Orgulho, esperança e novos horizontes

Muito emocionado, Nogueira destacou o impacto positivo que o convívio com os jovens trouxe para sua própria percepção sobre a educação pública do DF.

“Eu visitei todos os colleges e falei pessoalmente com cada um de vocês. Vocês me encheram de imenso orgulho e esperança. Orgulho por saber que nossas escolas públicas estão cheias de mentes talentosas e criativas. E esperança porque eu sei que vocês ajudarão a construir e governar um mundo que meus filhos pequenos vão viver”, afirmou.

A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, reforçou a importância do intercâmbio como um marco de transformação pessoal e profissional para os estudantes.

“Esta formatura não é o fim de um capítulo, é o início de muitos outros. Vocês voltam para casa com horizontes mais amplos, confiança renovada e uma mentalidade expandida”, destacou. “Que esta experiência continue a inspirar vocês a construir pontes entre culturas, ideias e sonhos.”

Autonomia e resiliência: aprendizados que ficam para a vida

Entre os relatos mais frequentes dos intercambistas está o ganho de independência. Maria Eduarda Araújo contou que a vivência no Reino Unido superou suas expectativas.

“Meu inglês melhorou muito, mas também fiz muitas amizades e conheci pessoas que nunca imaginei”, disse. Ela relata que, embora se considerasse independente antes, descobriu um novo nível de resiliência ao superar desafios do dia a dia no exterior.

“Eu tinha mais tendência a desistir, e hoje vejo que consigo ir até o final. A gente nunca pode se deixar levar pelo medo, porque é assim que vivemos coisas incríveis”, afirmou.

A construção de pontes pelo mundo

O Pontes para o Mundo oferece oportunidades internacionais a estudantes da rede pública do DF. Nesta primeira edição, os jovens foram distribuídos em oito colleges no Reino Unido, abrangendo Inglaterra, Escócia e País de Gales, entre setembro e dezembro deste ano.

Durante a cerimônia, David Nogueira fez questão de reconhecer o empenho dos servidores da educação na realização do programa.

“Quando vocês voltarem ao Brasil, olhem para seus professores, diretores, profissionais da limpeza, merendeiras. Lembrem-se de que milhares de pessoas trabalham diariamente para que vocês tenham oportunidades como essa.”

Expansão em 2025 e futuro do programa

Diante do sucesso da primeira edição, a SEEDF já planeja ampliar o número de vagas a partir de 2025. A expectativa é expandir os destinos para países como Japão, Alemanha e Espanha, ampliando ainda mais as possibilidades de formação internacional para os jovens brasilienses.

Além disso, a Secretaria encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para transformar o Pontes para o Mundo em um programa permanente, consolidando-o como uma política pública de promoção educacional e cultural.

A formatura no Rugby College marcou não apenas o encerramento de uma etapa, mas o início de novas jornadas para esses jovens que, ao atravessarem o oceano, descobriram novos caminhos — e, principalmente, a si mesmos.

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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