Atualmente, Elizaveta trabalha em uma galeria de arte em Paris especializada em obras com temática antiguerra
Por Redação do Agenda Capital
Conhecida internacionalmente como a “filha secreta” do presidente da Rússia, Vladimir Putin, a jovem Elizaveta Krivonogikh, de 22 anos, voltou aos holofotes após assumir publicamente posicionamentos críticos ao regime russo e declarações de apoio à Ucrânia. Formada em artes, ela vive atualmente em Paris, na França, onde trabalha em uma galeria especializada em obras com temática antiguerra. Em sua atuação artística, adota o pseudônimo Luiza Rozova.
Elizaveta é filha de Svetlana Krivonogikh, ex-faxineira do Kremlin que, segundo investigação jornalística, manteve um relacionamento com Putin no fim dos anos 1990. De origem humilde, Svetlana construiu ao longo dos anos uma fortuna estimada em mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 550 milhões), com investimentos imobiliários em cidades como Moscou, São Petersburgo e Sochi, além de ativos no exterior. Ela também é proprietária do Leningrad Centre, uma boate erótica de luxo na Rússia.

Luxo, redes sociais e ruptura
Criada em meio a uma rotina de extremo luxo, com jatos particulares, vida noturna sofisticada e roupas de grife, Elizaveta passou a chamar atenção nas redes sociais em 2021, quando exibia seu estilo de vida enquanto a Rússia enfrentava uma grave crise social e os efeitos da pandemia da Covid-19.
No entanto, no início de 2022, pouco antes da invasão russa à Ucrânia, a jovem apagou suas contas nas redes sociais e desapareceu do ambiente digital. O retorno ocorreu recentemente, já com um perfil totalmente diferente: posicionamentos políticos, críticas diretas ao regime russo e mensagens de apoio às vítimas da guerra.
Em seu canal fechado no Telegram, intitulado “Arte de Luiza”, Elizaveta escreveu este ano: “É libertador poder mostrar meu rosto ao mundo novamente. Isso me lembra quem eu sou e quem destruiu minha vida.”
Vida artística e posicionamento político
Atualmente, Elizaveta trabalha em uma galeria de arte em Paris especializada em obras com temática antiguerra, segundo o jornal americano New York Post. Portais internacionais também apontam que ela atua ocasionalmente como DJ em eventos alternativos na capital francesa. A jovem também teria abandonado o estilo de ostentação que marcou sua juventude.
A exposição internacional aumentou ainda mais nesta semana, quando Elizaveta foi abordada por um jornalista ucraniano em Paris, Dmytro Sviatnenko, que afirmou:
“Seu pai matou meu irmão”.
Visivelmente constrangida, ela respondeu de forma breve:
“Sinto muito, mas não posso responder à sua pergunta. Acho que já falei demais com você. Infelizmente, não sou responsável por essa situação.”
Paternidade nunca confirmada oficialmente
A revelação pública da suposta paternidade de Putin ocorreu em 2020, por meio de uma investigação do site russo Proekt. Segundo a reportagem, o relacionamento entre Putin e Svetlana teria acontecido enquanto ele ainda era casado com Lyudmila Shkrebneva, com quem teve um casamento de 30 anos.
Apesar de nunca ter reconhecido oficialmente Elizaveta como filha, Putin também nunca negou publicamente a paternidade. O nome do presidente não consta na certidão de nascimento da jovem, mas o sobrenome “Vladimirovna” — que significa “filha de Vladimir” — aparece em seus documentos, reforçando as suspeitas.
Na época da divulgação da investigação, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que “nunca tinha ouvido nada” sobre o caso.
Em 2023, Svetlana Krivonogikh passou a ser alvo de sanções do Reino Unido, em meio à guerra na Ucrânia, justificadas por sua proximidade com o presidente russo.
Outros filhos fora do casamento
Segundo o New York Post, há ainda rumores de que Vladimir Putin tenha outros dois filhos não reconhecidos publicamente, de 10 e 6 anos, frutos de um relacionamento com a ex-ginasta olímpica Alina Kabaeva, embora essa informação também nunca tenha sido confirmada oficialmente pelo Kremlin.
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Da Redação do Agenda Capital





