Segundo Ibaneis, os recursos obtidos com a venda do imóvel terão destino certo e estratégico: investimentos na Praça Municipal, próxima ao Palácio do Buriti
Por Redação
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou a venda do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), localizado em Taguatinga. A declaração foi feita neste sábado (13/12), durante a inauguração do novo prédio da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), e marcou mais um posicionamento claro do chefe do Executivo em relação ao CENTRAD.
Construído ao custo aproximado de R$ 1 bilhão, o Centrad ocupa uma área de 182 mil metros quadrados e permanece fechado há mais de uma década. Idealizado durante o governo do ex-governador José Roberto Arruda, o prédio foi inaugurado em 2014, mas nunca chegou a ser utilizado como sede administrativa do GDF, tornando-se símbolo de desperdício de recursos públicos e de planejamento falho.
Sem rodeios, Ibaneis classificou o empreendimento como um erro histórico. “Nós vamos vender o prédio do Centrad, que foi uma ilusão do megalomaníaco do Arruda. Vamos pegar a autorização da Câmara Legislativa e vender aquele lixo que o Arruda inventou”, afirmou o governador. A fala reforça o discurso de responsabilidade fiscal e de ruptura com obras faraônicas que não dialogam com as reais necessidades da população.
Segundo Ibaneis, os recursos obtidos com a venda do imóvel terão destino certo e estratégico: investimentos na Praça Municipal, próxima ao Palácio do Buriti. A proposta é revitalizar a região e melhorar as condições de trabalho e convivência dos servidores públicos, além de qualificar o espaço urbano da capital. “Nós queremos transformar a vida dos servidores públicos aqui dessa região toda. Isso dá muito mais certo e é muito mais agradável à nossa capital”, destacou.
A decisão de Ibaneis não é isolada. Em abril de 2022, ainda em seu primeiro mandato, o governador já havia anulado a parceria público-privada (PPP) responsável pela construção, operação e manutenção do Centrad, reconhecendo a inviabilidade do projeto e evitando novos prejuízos aos cofres públicos. A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e foi vista como um passo importante para encerrar um capítulo marcado por promessas não cumpridas.
Em reação às declarações, o ex-governador Arruda afirmou ter recebido a crítica “como um elogio” e disse que “em Brasília devia ser proibido pensar pequeno”. A resposta, no entanto, não altera o fato de que o Centrad permanece como uma obra sem função prática, enquanto a atual gestão opta por soluções mais realistas e voltadas ao interesse coletivo.
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Da Redação do Agenda Capital






## Trocar um investimento de 1bi por melhorias em uma praça é uma piada de muito mal gosto.
## A ideia foi muito boa sim, mas alguns preferem continuar trabalhando sem eficiência e pagando aluguel para os empresários amigos.
## Se o povo brasileiro fosse sério, político dessa natureza não existiria no Brasil.
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