Por Dr. Cid Caevalhaes*

Muito falei, falo, falaram e ainda falarão sobre o Natal.
É um período do ano com encantos especiais: conclusão do ano letivo, férias escolares e esportivas, encerramento de campeonatos, mudança de estação — vai a primavera e chega o verão. Academias lotadas com pessoas buscando o corpo “perfeito” para exibir no nosso extenso litoral.

Confraternizações, férias coletivas e individuais. Enfim, mais um final de ano, como tantos outros. Ruas enfeitadas, iluminações especiais, apelos de consumo por todos os lados, lembrancinhas, trocas de presentes, cartinhas para o Papai Noel, desfiles, encantamento das crianças e dos adultos.

Preparações para o Carnaval que se aproxima e, antes, os programas de Réveillon.
Esqueci do Natal? Jamais!

Desde tenra idade aprendi que o Natal deveria ser um tempo de rememoração: congraçamentos familiares, de empresas, de amigos — nem sempre com desfechos harmônicos.

Natal é recordar, para os cristãos, o nascimento de Cristo. É lembrar de suas pregações, difundidas por tantos: amor ao próximo, respeito, solidariedade, luta constante por equidade; combate ao preconceito, às discriminações, às guerras, às violências, aos furtos e aos roubos. É, de fato, postura honesta.

Pergunto-me: se esses são os preceitos básicos do espírito natalino, quais razões levam tantas pessoas a se distanciarem deles e a agir com condutas enganosas?

Feliz Natal!

*Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes – Médico neurocirurgião, advogado e escritor. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Presidente do Conselho Deliberativo da SBN, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Especialista no Direito Médico e da Saúde e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Paulista de Direito. É Colunista do Agenda Capital.

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