Manifestantes em Teerã. Donald Trump alertou para "medidas muito fortes" caso o Irã prosseguisse com as ameaças de enforcamento de manifestantes, incluindo Erfan Soltani, com Teerã classificando os avisos dos EUA como um "pretexto para intervenção militar". Reprodução.

Chefe do Judiciário do Irã ameaça com punição rápida após Trump afirmar que os EUA intervirão caso o Irã comece a executar manifestantes

Por Redação

Teerã — O governo do Irã indicou que os manifestantes detidos durante a recente onda de protestos serão submetidos a julgamentos e execuções sumárias. A medida ocorre em desafio direto às advertências do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou intervir militarmente caso as autoridades iranianas continuem a repressão violenta contra os civis.

Tensão e sentenças de morte

Na última quarta-feira, o chefe de justiça do Irã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, defendeu a rapidez nas punições, afirmando que ações lentas não teriam o “efeito” desejado. A declaração intensificou o alerta de grupos de direitos humanos. Um jovem de 26 anos, Erfan Soltani, foi apontado como o primeiro manifestante antigoverno com execução programada.

“Estou em completo choque”, disse um parente de Soltani à CNN. “As pessoas acreditaram nas palavras de Trump e foram às ruas. Imploro, por favor, não deixem Erfan ser executado.”

Reação de Washington e riscos regionais

O presidente Donald Trump afirmou à CBS News que tomará “medidas muito enérgicas” caso as execuções prossigam. Avaliações israelenses, citadas pela Reuters, indicam que Trump já decidiu pela intervenção, embora a escala de uma possível ação militar ainda seja incerta. Em sua rede social, Truth Social, Trump incentivou os iranianos a continuarem os protestos e prometeu que “a ajuda está a caminho”.

Por outro lado, vizinhos como Turquia, Egito e Arábia Saudita alertaram os EUA de que uma intervenção poderia desencadear uma “guerra em grande escala”, com consequências devastadoras para a economia global e estabilidade regional.

Números da repressão

De acordo com a agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), a violência estatal já resultou em:

  • 2.571 mortos em duas semanas de protestos.
  • Mais de 18.100 presos em todo o país.
  • 97 confissões exibidas na TV estatal, as quais ativistas denunciam terem sido obtidas sob tortura e coação.

O cerco à comunicação e segurança

Para conter a organização dos manifestantes, as autoridades iranianas cortaram o acesso à internet e, segundo relatos, agentes de segurança estão realizando buscas porta a porta em Teerã à procura de terminais de internet via satélite da Starlink.

Enquanto o Irã afirma ter retomado o controle, o Departamento de Estado americano e diversos países ocidentais emitiram alertas urgentes para que seus cidadãos deixem o território iraniano imediatamente, temendo o agravamento iminente do conflito.

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Da Redação do Agenda Capital e agências internacionais de notícias

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