Profissionais de saúde passam por capacitação para aplicação do medicamento contra bronquiolite. Curso é promovido pela Secretaria de Saúde
Por Redação
Com o início da aplicação do Nirsevimabe no Distrito Federal, o sistema de saúde local deu um passo decisivo na proteção de recém-nascidos contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Para garantir a eficácia da medida, profissionais de saúde participaram de uma capacitação técnica no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), focada na administração segura do medicamento que previne infecções graves como a bronquiolite e a pneumonia.
O treinamento, organizado pela Gerência de Rede de Frio (GRF) da Secretaria de Saúde (SES-DF), reuniu equipes de salas de vacinação e núcleos de epidemiologia. O objetivo central foi alinhar protocolos de aplicação, monitoramento de reações e o registro rigoroso de dados nos sistemas oficiais.
Prevenção como prioridade
O VSR é o principal vilão respiratório nos primeiros meses de vida, respondendo por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A estratégia de imunização foca no período anterior ao pico de sazonalidade do vírus, visando reduzir drasticamente as internações e a ocupação de leitos de UTI neonatal.
“Nosso objetivo é alinhar conhecimento técnico e segurança. Esse preparo é essencial para que a estratégia seja aplicada de forma qualificada no DF”, explica Laís de Morais, gerente substituta da Rede de Frio.
No HRSM, a aplicação já apresenta resultados práticos. Na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN), todos os bebês que se enquadram nos critérios já receberam o imunobiológico. Larysse Lima, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar da unidade, destaca a relevância da ação: “Nascem mais de mil bebês prematuros por ano aqui. Essa estratégia representa um avanço vital”.

Quem deve receber o imunizante?
O Distrito Federal, que já utiliza a estratégia desde abril de 2025, segue critérios específicos para o atendimento:
- Bebês prematuros: Nascidos com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias.
- Crianças com comorbidades: Até 24 meses de idade com condições cardíacas, pulmonares, neurológicas ou imunológicas.
- Critério temporal: Bebês nascidos a partir de 1º de agosto de 2025.
A iniciativa complementa a vacinação já oferecida às gestantes a partir da 28ª semana de gestação, criando uma rede de proteção contínua desde o útero até os primeiros meses de vida.
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Da Redação do Agenda Capital





