A descentralização também alcançou a segurança pública com a instalação da segunda Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II) em Ceilândia.

Por Elza Neves

Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou um movimento estratégico para levar serviços, antes restritos ao Plano Piloto, para diversas regiões administrativas (RAs). A iniciativa abrange áreas essenciais como mobilidade urbana, segurança pública e sinalização viária, impactando diretamente a qualidade de vida e a rotina da população em cidades como Ceilândia, Taguatinga e Guará.

Mobilidade e transporte de vizinhança

O tradicional Zebrinha, que historicamente circulava apenas na área central, agora é uma realidade em 17 regiões administrativas.

  • Alcance: O serviço conta com 68 veículos e transporta cerca de 20,7 mil passageiros diariamente.
  • Integração: Funciona como um elo entre o interior dos bairros e as linhas de ônibus e metrô.
  • Custo-benefício: Com tarifa de R$ 2,70, o serviço registrou um crescimento de 26% na demanda nos últimos meses.
O GDF leva serviços para todas as regiões administrativas do DF. Foto: Ag. Bsa.

Além dos ônibus, a expansão chegou aos patinetes elétricos compartilhados. Atualmente, são 2.700 veículos distribuídos por oito regiões, incluindo Águas Claras, Gama e Guará. Até o final de 2025, o sistema já havia registrado mais de 1,1 milhão de viagens, consolidando-se como uma alternativa prática para trajetos curtos.

Patinetes tem ajudado muitas pessoas na questão da mobilidade. Foto: Ag. Bsa.

Identidade visual e sinalização histórica

O GDF investiu R$ 70 milhões para levar o modelo de placas de endereçamento de Brasília — reconhecido mundialmente e integrante do acervo do MoMA em Nova York — para todas as 35 RAs.

  • Instalações: Cerca de 50 mil placas já foram fixadas em cidades como Samambaia e Sobradinho.
  • Produção: O DER-DF mantém uma média mensal de produção de 250 placas de endereço e até 600 peças rodoviárias.

“Desde o início, o sistema foi pensado para todo o Distrito Federal”, afirma Danilo Barbosa, arquiteto criador do projeto, reforçando que a sinalização ajuda a construir uma identidade urbana unificada.

Reforço na segurança da mulher

A descentralização também alcançou a segurança pública com a instalação da segunda Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II) em Ceilândia. Por ser a região mais populosa do DF, a unidade oferece suporte 24 horas e conta com:

  1. Seções especializadas para atendimento humanizado.
  2. Posto descentralizado do Instituto Médico Legal (IML).
  3. Estrutura voltada para o acolhimento de mulheres, crianças e adolescentes.
Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem ampliando serviços que, historicamente, haviam ficado concentrados no Plano Piloto. A expansão alcança hoje diversas regiões administrativas e envolve mobilidade urbana, segurança pública e sinalização viária — com impacto direto no número de usuários, no investimento público e na rotina da população.Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Impacto na comunidade

A presença dessas estruturas mais perto de casa reduz a necessidade de deslocamento até o centro de Brasília e democratiza o acesso a direitos básicos. Para moradores como o analista Kalyu Monteiro, do Guará, a mudança é nítida: “Para trajetos curtos, é mais prático para quem está a pé e mais rápido também”, diz ele sobre o uso dos patinetes.

Essa nova configuração das políticas públicas reflete um foco claro na descentralização, integrando as regiões administrativas ao padrão de serviços antes exclusivo da capital.

Siga o Agenda Capital no Instagram: https://www.instagram.com/agendacapitaloficial/

Da Redação do Agenda Capital

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here