
O evento da banda foi na Convenção Nacional da Catedral Abençoando as Nações, que tem como presidente o Bispo Renato Andrade. Foi um grande arraial de fé e evangelização.
Por Delmo Menezes
Ao som da sanfona, do triângulo e do zabumba, a fé ganhou sotaque nordestino e tomou conta de Ceilândia Norte. A apresentação da Banda Xote Santo foi um dos momentos mais marcantes da Convenção Nacional Abençoando as Nações, realizada no estacionamento da Catedral Abençoando as Nações, presidida pelo Bispo Renato Andrade.
Durante quase duas horas, o público viveu uma verdadeira experiência de evangelização através da música. Com letras que falam de amor, esperança, restauração e do poder transformador de Deus, o Xote Santo mostrou que o forró também pode ser instrumento de salvação. Cada acorde era um convite à alegria santa; cada refrão, uma semente lançada no coração de quem acompanhava a apresentação.

Mais do que entretenimento, o show foi um culto ao ar livre. Jovens, adultos e famílias inteiras dançaram, cantaram e louvaram, provando que é possível unir cultura popular nordestina e mensagem do Evangelho de forma leve, acessível e profundamente espiritual.
Após a apresentação musical, o líder da banda, Wilker Dantas, compartilhou um testemunho de vida que emocionou os presentes. Apóstolo e músico, ele ministrou uma palavra baseada na história da mulher samaritana (João 4, 1–42), destacando o encontro transformador de Jesus com uma mulher rejeitada pela sociedade. Assim como no poço de Jacó, Wilker ressaltou que Cristo continua oferecendo “água viva” — o Espírito Santo — a todos que têm sede, independentemente de sua história.

A mensagem ganhou ainda mais força ao lembrar que, depois de ser tocada por Jesus, a mulher samaritana se tornou uma evangelista em sua própria cidade. Uma comparação direta com o propósito da banda: alcançar vidas por meio da música, levando o Evangelho aonde, muitas vezes, o púlpito tradicional não chega.

Ao final do evento, o Bispo Renato Andrade falou à reportagem do Agenda Capital e destacou a importância de romper com antigos paradigmas.
“É muito importante que a igreja saia da religiosidade e quebre paradigmas, trazendo novos estilos de música que tenham como propósito levar pessoas a conhecer um Deus vivo e poderoso. O que vimos hoje foi um ambiente sem drogas, sem prostituição, onde jovens e adultos puderam adorar a Deus através da música do Xote Santo e da liderança do apóstolo Wilker”, afirmou.
O evento na Catedral Abençoando as Nações, em Ceilândia, deixou claro que a evangelização pode — e deve — dialogar com a cultura do povo. Quando a sanfona anuncia a fé e o forró vira louvor, o Evangelho dança no compasso do coração nordestino e alcança quem, muitas vezes, só precisava de uma canção para reencontrar o caminho.
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Da Redação do Agenda Capital




