Participação feminina cresce na gestão pública e avança em áreas estratégicas da administração distrital
Por Delmo Menezes
As mulheres já são maioria no serviço público do Distrito Federal e ampliam, gradualmente, sua presença em cargos de liderança e na formulação de políticas públicas. Atualmente, elas representam 54,62% dos servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF) — são 66.459 mulheres em um universo de 121.679 servidores.
Além de predominarem na força de trabalho do governo, as mulheres também avançam em postos estratégicos da administração pública. Entre as 33 secretarias de Estado do DF, seis são ocupadas por mulheres no primeiro escalão da gestão distrital. Nesse grupo estão a vice-governadora Celina Leão e cinco secretárias de Estado, o que corresponde a cerca de 18% das posições nesse nível da estrutura governamental.
Para Celina Leão, ampliar a participação feminina na gestão pública vai além de uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento, de competitividade e de futuro para o país. Quando ampliamos oportunidades para as mulheres, fortalecemos a economia, impulsionamos a inovação e construímos uma sociedade mais justa. As mulheres não estão pedindo espaço. Estão demonstrando todos os dias que sabem ocupá-lo com competência, coragem, sensibilidade e responsabilidade”, afirma.
Segundo a vice-governadora, a presença feminina nos espaços de decisão amplia a visão sobre os desafios da gestão pública. “Isso torna as escolhas públicas mais humanas, eficientes e conectadas com a realidade das pessoas”, acrescenta.
Liderança também nas regiões administrativas
A participação feminina também aparece nas administrações regionais. Atualmente, cinco das 35 regiões administrativas do DF são comandadas por mulheres, o que representa cerca de 14% das chefias locais da estrutura governamental.
Presença majoritária em áreas estratégicas
Em áreas essenciais da administração pública, como educação, saúde e assistência social, a presença feminina é ainda mais expressiva.
Na Secretaria de Educação do Distrito Federal, por exemplo, as mulheres representam 68,51% do quadro de servidores — são 22.431 profissionais entre 32.742 trabalhadores da pasta.
Nos cargos comissionados da secretaria, a participação feminina também é predominante. Das 4.474 funções de gestão, 2.977 são ocupadas por mulheres, o equivalente a 66,54% do total. A maior presença feminina está em cargos de supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria.
Para a secretária Hélvia Paranaguá, o protagonismo feminino na rede pública de ensino é motivo de orgulho.
“São profissionais que conduzem a gestão com sensibilidade, dedicação e competência, transformando, dia após dia, a realidade das nossas escolas”, afirma.
Na Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, o cenário é semelhante. As mulheres representam 62,8% do quadro de servidores, com 1.113 profissionais entre 1.771 trabalhadores.
Nos cargos de chefia, elas ocupam 60,5% das funções de liderança, com 178 mulheres em 294 postos de gestão.
De acordo com a secretária Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas.
“Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela não sobe sozinha. Ela leva consigo repertório, escuta, vivência e compromisso com quem está na base”, afirma.
Avanço também em áreas historicamente masculinas
O crescimento da presença feminina também ocorre em setores tradicionalmente dominados por homens, como a segurança pública.
Na Polícia Civil do Distrito Federal, a participação feminina também cresce. Hoje, aproximadamente 30% do efetivo é composto por mulheres, atuando como delegadas, peritas e papiloscopistas.
O avanço feminino também aparece em áreas ligadas à inovação e à gestão pública. Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, por exemplo, as três subsecretarias são ocupadas por mulheres, responsáveis por áreas como administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital.
Formação e qualificação
O protagonismo feminino também se reflete na qualificação do serviço público. Na Escola de Governo do Distrito Federal, cerca de 70% dos servidores atendidos nos programas de capacitação são mulheres.
Para a diretora-executiva da instituição, Juliana Tolentino, o dado evidencia a crescente participação feminina na construção da administração pública.
“Sob a direção de mulheres, a Escola de Governo consolida um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e compromisso com a equidade”, afirma.
A ampliação da presença feminina no serviço público do Distrito Federal reflete mudanças graduais na gestão pública e maior diversidade na tomada de decisões. Com presença crescente em diferentes áreas da administração, as mulheres participam diretamente da formulação e execução de políticas públicas que impactam a vida da população do DF.
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Da Redação do Agenda Capital







