Adeus ao “Mão Santa”: Oscar Schmidt morre e deixa legado eterno no esporte
Por Delmo Menezes
O Brasil se despede de um de seus maiores atletas de todos os tempos. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete nacional e um dos maiores cestinhas do esporte mundial.
A morte foi confirmada pela família horas após o ex-atleta ser internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), depois de sofrer um mal-estar seguido de parada cardíaca. Em nota, os familiares destacaram a trajetória de coragem e resiliência de Oscar, que lutou por mais de 15 anos contra um tumor cerebral.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo”, diz o comunicado.
O velório será restrito aos familiares, respeitando o desejo por um momento íntimo de despedida.
Luta contra o câncer
Oscar foi diagnosticado com um tumor cerebral em 2011 e enfrentou a doença com determinação ao longo de mais de uma década. Ele passou por cirurgias e sessões de quimioterapia, recebendo alta médica em 2022, após apresentar melhora significativa no quadro clínico.
Sempre transparente, o ex-jogador chegou a declarar que havia perdido o medo da morte durante o tratamento e passou a valorizar ainda mais a família e a vida fora das quadras.

Uma carreira histórica
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt construiu uma carreira brilhante que atravessou gerações. Ele iniciou sua trajetória ainda jovem, destacando-se nas categorias de base e rapidamente chegando à seleção brasileira.
Ao longo de mais de 30 anos de carreira, atuou por grandes clubes no Brasil e no exterior, com destaque para sua passagem pelo basquete italiano. No país europeu, consolidou-se como um dos principais pontuadores da história.

De volta ao Brasil, vestiu camisas importantes como Flamengo e Corinthians, acumulando feitos impressionantes. Seu maior legado estatístico é o recorde de maior pontuador da história do basquete, com incríveis 49.737 pontos.
Protagonista nas Olimpíadas
Pela seleção brasileira, Oscar disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos, tornando-se o maior cestinha da história olímpica, com 1.093 pontos.
Em 1992, protagonizou um dos momentos mais marcantes de sua carreira ao enfrentar o lendário “Dream Team” dos Estados Unidos — que contava com estrelas como Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird — e marcar 24 pontos na partida.

Legado dentro e fora das quadras
Oscar se aposentou em 2003, aos 45 anos, encerrando uma das carreiras mais longevas e vitoriosas do esporte. Fora das quadras, tornou-se um dos palestrantes mais requisitados do país, levando mensagens de superação, disciplina e amor à vida.
Casado desde 1981 com Maria Cristina, deixa os filhos Felipe e Stephanie, além dos irmãos, entre eles o jornalista Tadeu Schmidt.
A morte de Oscar Schmidt representa uma perda irreparável para o esporte brasileiro. Seu legado, no entanto, permanece vivo — não apenas nos números impressionantes que deixou, mas na inspiração que seguirá guiando futuras gerações de atletas.
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Da Redação do Agenda Capital





