Mesmo com pequena melhora, Neoenergia Brasília ainda decepciona e fica em 25ª posição do ranking das maiores concessionárias de energia do país

Por Delmo Menezes

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou o ranking mais recente de qualidade do fornecimento de energia no país, e o resultado acendeu um alerta no Distrito Federal: a Neoenergia Brasília aparece apenas na 25ª colocação entre as 33 maiores concessionárias do Brasil.

O desempenho é considerado fraco e evidencia que, apesar de avanços recentes, a distribuidora ainda está longe de oferecer um serviço de excelência aos consumidores de Brasília.

Ranking expõe desempenho abaixo do esperado

A colocação da Neoenergia Brasília mantém a empresa na parte inferior da tabela, reforçando um histórico recente de dificuldades operacionais.

Embora tenha apresentado melhora em relação a anos anteriores — quando chegou a ocupar posições ainda piores — o avanço não foi suficiente para tirá-la do grupo de distribuidoras com desempenho considerado insatisfatório.

Qualidade melhora no país, mas DF segue atrás

Os dados da Aneel mostram que, no geral, o serviço de distribuição de energia no Brasil evoluiu em 2025:

  • Tempo médio sem energia (DEC): caiu para 9,30 horas/ano, redução de 9,2%
  • Frequência de interrupções (FEC): caiu para 4,66 vezes/ano, queda de 4,7%

Mesmo com a melhora nacional, o desempenho da Neoenergia Brasília indica que o Distrito Federal não acompanhou o mesmo ritmo das melhores distribuidoras.

Consumidores pagam a conta da ineficiência

Outro dado que chama atenção é o impacto direto no bolso do consumidor. Segundo a Aneel, as distribuidoras tiveram que pagar, em 2025, mais de R$ 1 bilhão em compensações devido ao descumprimento dos limites de qualidade.

Essas compensações são aplicadas quando os indicadores de interrupção ultrapassam os níveis permitidos — um sinal claro de falhas no serviço prestado.

O que está por trás do ranking

A avaliação da Aneel considera dois indicadores principais:

  • DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora): mede o tempo que o consumidor fica sem energia
  • FEC (Frequência Equivalente de Interrupção): aponta quantas vezes ocorrem quedas de energia

A posição ruim da Neoenergia Brasília reflete dificuldades em manter esses índices dentro dos padrões ideais.

Avanço insuficiente

Apesar da crítica posição atual, a distribuidora apresentou alguma evolução. No ciclo anterior, chegou a figurar entre as piores do país, ocupando a 27ª colocação entre 29 empresas.

A subida recente indica melhora operacional, mas ainda insuficiente para mudar a percepção do consumidor, que segue convivendo com interrupções e instabilidade no fornecimento.

Desafio é sair do “meio de baixo”

Especialistas do setor são unânimes: sair das últimas posições foi apenas o primeiro passo. O grande desafio agora é estrutural.

Para avançar no ranking, a Neoenergia Brasília precisará:

  • Intensificar investimentos na rede elétrica
  • Modernizar equipamentos e sistemas
  • Reduzir de forma consistente as quedas de energia

Sem isso, a tendência é permanecer no chamado “meio de baixo” da tabela — distante das distribuidoras que hoje são referência em qualidade.

Siga o Agenda Capital no Instagram>https://www.instagram.com/agendacapitaloficial/

Da Redação do Agenda Capital

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here