Hotel Social supera 21 mil acolhimentos nos primeiros meses de 2026 no DF

Por Redação

O Hotel Social, equipamento da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF), ultrapassou a marca de 21 mil acolhimentos apenas nos quatro primeiros meses de 2026. Desde a inauguração, em julho do ano passado, já foram realizados mais de 50 mil atendimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social no Distrito Federal.

O espaço funciona diariamente, das 19h às 8h, oferecendo pernoite gratuito para até 200 pessoas por noite. Além de cama e cobertor, os acolhidos têm acesso a banho quente, jantar e café da manhã. Um dos diferenciais do equipamento é a possibilidade de receber animais de estimação, com espaço reservado para os pets.

Entre as pessoas acolhidas está Alex Damasceno, de 45 anos, que chegou a Brasília após enfrentar dificuldades financeiras em Aracaju (SE). Em busca de novas oportunidades, ele encontrou no Hotel Social um apoio fundamental para recomeçar.

“Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair dessa situação. Eu digo que é um trampolim para quem chega desorientado, descapitalizado e perdido. Você é tratado com dignidade e respeito”, relatou.

Hoje empregado e fora da situação de vulnerabilidade, Alex destaca o papel do acolhimento oferecido pelo serviço. Segundo ele, o espaço proporciona “um respiro digno para você recomeçar”.

A diretora dos Serviços de Acolhimento da Sedes, Daura Meneses, ressaltou que o Hotel Social atende uma necessidade básica da população em situação de rua: dignidade.

“Quem está em situação de rua também quer um lugar bom para dormir, com segurança, tranquilidade e alimentação. Essas pessoas precisam desse serviço pela dignidade que ele oferece”, afirmou.

Ela também destacou que o Distrito Federal vem se tornando referência nacional nas políticas voltadas à população em situação de rua por meio do Plano Distrital para a População em Situação de Rua.

O Hotel Social é administrado pelo Instituto Mãos Solidárias, organização contratada via licitação. De acordo com a presidente da entidade, Juliana Alves, o trabalho vai além do acolhimento emergencial.

“Nós temos uma equipe técnica, psicólogos e assistentes sociais que fazem encaminhamentos para empregos e também auxiliam pessoas que desejam retornar para seus estados de origem. Desde a abertura do Hotel Social, 105 acolhidos já foram reinseridos no mercado de trabalho”, explicou.

Política pública de acolhimento

O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população em situação de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As primeiras ações de acolhimento começaram em maio de 2024, em caráter experimental, nas regiões da Asa Sul e Taguatinga. Em 27 de maio daquele ano, o Governo do Distrito Federal oficializou o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua.

Desde então, equipes do governo realizam ações semanais em diversas regiões administrativas, incluindo Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira.

Em julho de 2025, a então governadora em exercício Celina Leão assinou o decreto que criou o programa Acolhe DF. A iniciativa ampliou as políticas públicas voltadas às pessoas em situação de rua, com foco na busca ativa e no tratamento de dependentes de álcool, tabaco e drogas ilícitas.

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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