Banco de Brasília - BRB. Foto: Reprodução.

Gerentes do BRB são alvo de operação contra fraude em consignados e créditos milionários

Por Redação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28/5), a operação “Crédito Corrompido”, que apura um suposto esquema de fraudes em empréstimos consignados e liberação irregular de créditos milionários no Banco de Brasília (BRB). A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), com apoio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), além das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.

De acordo com a apuração, os correspondentes abordavam clientes por meio de grupos em redes sociais, apresentando-se como assessores do BRB. Após a adesão dos clientes, documentos falsificados eram encaminhados às agências bancárias para viabilizar a contratação dos empréstimos.

A PCDF afirma que os gerentes envolvidos utilizavam a documentação fraudulenta para gerar os contratos e liberar os recursos. Em diversos casos, os clientes eram obrigados a repassar cerca de 30% do valor do empréstimo ao grupo criminoso. O dinheiro era então dividido entre os operadores do esquema e os gerentes envolvidos. Em outras situações, os valores eram desviados diretamente para contas ligadas aos integrantes da organização.

Com o avanço das investigações, a PCDF identificou ainda uma segunda frente de atuação voltada à liberação de créditos milionários. Segundo os investigadores, gerentes do segmento de alta renda do banco teriam recebido propina para aprovar operações financeiras de grande porte em conluio com operadores financeiros.

A investigação dividiu os suspeitos em cinco núcleos de atuação: o grupo dos “pastinhas”, responsável pelo recrutamento de clientes e falsificação de documentos; os intermediários, encarregados de negociar diretamente com os gerentes do banco; os gerentes do varejo, que liberariam créditos irregulares e desviariam recursos; os gerentes da área de alta renda, ligados à aprovação de empréstimos milionários; e os operadores financeiros, responsáveis pelo pagamento de propinas e movimentação dos recursos ilícitos.

Segundo a Polícia Civil, as diligências desta fase da operação têm como objetivo reforçar provas relacionadas aos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação ou organização criminosa.

O caso aumenta a pressão sobre o BRB em meio ao esforço recente da instituição financeira para recuperar credibilidade no mercado e avançar em operações bilionárias de capitalização e expansão.

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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