Senadora Damares; Governadora Celina e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução.

Enquanto a situação no PL permanece indefinida, cresceram as especulações sobre uma eventual migração de Michelle para o Republicanos.

Por Redação

A possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado Federal pelo Distrito Federal segue cercada de incertezas e movimenta os bastidores da política nacional e brasiliense. Em meio à crise interna no Partido Liberal e ao desgaste provocado por divergências públicas com o senador Flávio Bolsonaro, Michelle ainda não definiu se permanecerá na disputa eleitoral de 2026.

Apesar da indefinição, aliados próximos trabalham para convencê-la a manter o projeto político. Entre os principais defensores da candidatura está a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que voltou a manifestar confiança de que Michelle disputará uma das duas vagas ao Senado pelo DF.

Segundo pessoas próximas à ex-primeira-dama, a decisão definitiva deverá ser anunciada apenas às vésperas das convenções partidárias, previstas para ocorrer até o início de agosto. Até lá, interlocutores afirmam que Michelle permanece refletindo sobre seu futuro político após os recentes episódios envolvendo a direção do PL.

Crise no PL amplia dúvidas sobre futuro político

A indefinição ocorre em meio a uma turbulência interna no partido. Michelle acertou sua saída da presidência do PL Mulher após o agravamento da crise pública com Flávio Bolsonaro, situação que aumentou as especulações sobre sua permanência na legenda.

Nos bastidores, integrantes do campo conservador avaliam que a ex-primeira-dama ficou profundamente desgastada com os acontecimentos recentes, o que teria contribuído para o momento de reflexão sobre a continuidade de sua candidatura.

Mesmo diante desse cenário, lideranças do PL afirmam que o principal objetivo continua sendo lançar Michelle como candidata ao Senado, por ser considerada um dos nomes mais competitivos da direita no Distrito Federal.

Celina Leão aposta na candidatura

Durante agenda pública realizada em Santa Maria, neste sábado (4), a governadora Celina Leão demonstrou confiança de que Michelle seguirá no processo eleitoral.

Segundo a chefe do Executivo distrital, a resposta definitiva deverá ser conhecida apenas em agosto, mas sua expectativa continua sendo de que a ex-primeira-dama confirme a candidatura.

Celina é considerada uma das principais aliadas políticas de Michelle no Distrito Federal e participa das articulações para mantê-la na disputa.

Republicanos manifesta interesse

Enquanto a situação no PL permanece indefinida, cresceram as especulações sobre uma eventual migração de Michelle para o Republicanos. A senadora Damares que é aliada de Michelle, trabalha neste sentido.

O assunto ganhou força após declarações do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que afirmou publicamente que a ex-primeira-dama seria “muito bem-vinda” ao partido.

Nos bastidores, dirigentes do Republicanos confirmam que houve conversas durante a janela partidária para tentar atrair Michelle para a legenda, embora as negociações não tenham avançado.

Ainda assim, integrantes da sigla afirmam que as portas permanecem abertas para uma futura filiação, caso ela decida ingressar no partido em outro momento.

Mudança de partido inviabilizaria candidatura ao Senado

Apesar das especulações, uma eventual troca de legenda neste momento impediria Michelle Bolsonaro de disputar o Senado nas eleições deste ano.

Isso porque a legislação eleitoral exige que candidatos estejam filiados ao partido pelo menos seis meses antes da eleição. Como o prazo de filiação foi encerrado em 3 de abril, uma eventual filiação ao Republicanos agora impossibilitaria sua candidatura neste pleito.

Por esse motivo, aliados avaliam que uma mudança partidária não faz sentido neste momento caso Michelle mantenha o objetivo de disputar uma cadeira no Senado.

Damares sai em defesa da ex-primeira-dama

Outra voz importante na defesa de Michelle foi a da senadora Damares Alves, que afirmou que a ex-primeira-dama tem sido alvo de ataques políticos.

Em discurso na Comissão de Direitos Humanos, Damares declarou que Michelle sofreu fortes ataques nos últimos dias e afirmou que mulheres conservadoras têm enfrentado dificuldades na vida pública.

Segundo a senadora, adversários políticos estariam utilizando ataques pessoais e familiares para tentar enfraquecer lideranças femininas da direita.

Compromisso maior com a causa conservadora

Pessoas próximas à ex-primeira-dama afirmam que Michelle não demonstra apego específico ao PL, mas sim ao projeto político que representa.

Na avaliação de interlocutores, sua prioridade é a defesa das pautas conservadoras, especialmente junto ao eleitorado feminino, evangélico e bolsonarista.

Caso um dia migre para o Republicanos, aliados acreditam que a identificação ideológica entre Michelle e a legenda seria natural, já que o partido possui histórico de forte aproximação com lideranças evangélicas e mantém atuação voltada à defesa de valores cristãos.

Cenário segue em aberto

Embora as especulações tenham aumentado nas últimas semanas, o cenário permanece indefinido. Lideranças do PL e aliados próximos seguem empenhados em convencer Michelle Bolsonaro de que sua candidatura ao Senado é estratégica para o campo conservador no Distrito Federal.

Até a realização das convenções partidárias, previstas para agosto, a expectativa é de intensa articulação política para tentar reverter as dúvidas da ex-primeira-dama e confirmar seu nome na disputa por uma das cadeiras do Senado Federal.

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Da Redação do Agenda Capital

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