A polêmica ganhou dimensão política quando Donald Trump admitiu ter solicitado à Fifa que revisasse a suspensão do atacante Balogun dos EUA
Por Redação
A Bélgica deu uma demonstração de força nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar os Estados Unidos por 4 a 1, no Lumen Field, em Seattle. O resultado garantiu os belgas nas quartas de final e colocou fim à campanha da seleção anfitriã em uma partida marcada por intensa polêmica nos bastidores, envolvendo a suspensão do atacante Folarin Balogun e até a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Antes mesmo do apito inicial, o confronto já era um dos mais comentados do Mundial. Balogun, principal destaque da seleção norte-americana, havia sido expulso na vitória sobre a Bósnia e, pelo regulamento, deveria cumprir suspensão automática. No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa utilizou um dispositivo do seu código para revisar a punição e liberar o atacante para atuar diante da Bélgica.
A decisão provocou forte reação no futebol europeu. A federação belga tentou reverter a medida e recebeu apoio de outras entidades do continente, mas a Fifa manteve a autorização para que Balogun entrasse em campo.
A polêmica ganhou dimensão política quando Donald Trump admitiu ter solicitado à Fifa que revisasse a suspensão do atacante. Segundo o New York Times, a Casa Branca chegou a elaborar um dossiê sem provas contra o árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão de Balogun após recomendação do VAR, comandado pelo venezuelano Juan Soto. Trump classificou o árbitro como “suspeito”, provocando reações da Fifa, da Confederação Sul-Americana de Futebol, da Confederação Brasileira de Futebol e da Federação Paulista de Futebol, que manifestaram apoio ao brasileiro.
Apesar de toda a controvérsia e da expectativa em torno de seu retorno, Balogun pouco produziu em campo. Artilheiro dos Estados Unidos na competição, com três gols, o atacante foi bem marcado e praticamente anulado pela defesa belga.

Bélgica domina desde o início
O grande nome da partida foi Charles De Ketelaere. O meia-atacante marcou dois gols e comandou uma atuação consistente da seleção treinada por Rudi Garcia, que promoveu quatro mudanças em relação à equipe que enfrentou Senegal na fase anterior, deixando no banco jogadores como Jérémy Doku e Kevin De Bruyne.
As alterações deram mais intensidade aos belgas desde os primeiros minutos. A pressão inicial foi recompensada aos nove minutos, quando De Ketelaere aproveitou cruzamento de Nicolas Raskin para abrir o placar.
A Bélgica sofreu um susto com a lesão de Amadou Onana, que deixou o gramado chorando e passou a acompanhar o restante da partida de muletas. Os norte-americanos aproveitaram o momento para empatar aos 31 minutos, com Malik Tillman cobrando falta com precisão.
A reação, porém, durou pouco. Apenas um minuto depois, De Ketelaere voltou a aparecer na área para marcar de cabeça e recolocar a Bélgica em vantagem, esfriando o entusiasmo da torcida local.
Na etapa final, os belgas mantiveram o controle da partida, ampliaram a vantagem com mais dois gols e fecharam a goleada por 4 a 1, confirmando a eliminação dos anfitriões.
Quartas de final
Com a classificação, a Bélgica enfrentará a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo. O confronto será disputado na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Inglewood, na Califórnia. O vencedor garantirá presença nas semifinais e seguirá na disputa pelo título mundial.
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Da Redação do Agenda Capital






