Presidente dos Estados Unidos afirma que a região está mudando de rumo político e associa avanço da direita à perspectiva de prosperidade; ao comentar o cenário regional, não cita Lula nem a disputa eleitoral brasileira
Por Delmo Menezes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21/10) que a América do Sul passa por uma guinada política à direita. Durante uma declaração no Salão Oval da Casa Branca, o republicano avaliou que a região está deixando para trás a predominância de governos e forças políticas de esquerda e caminhando para uma nova configuração ideológica, que, segundo ele, pode favorecer a prosperidade.
“Está se tornando um lugar novo e diferente. Estava tudo pendendo fortemente para a esquerda, agora está tudo à direita”, declarou Trump a jornalistas. O presidente norte-americano acrescentou que considera a mudança positiva para o futuro econômico da região.
Ao comentar o avanço de lideranças conservadoras no continente, Trump destacou resultados eleitorais de candidatos alinhados à direita e afirmou que os nomes que apoiou na América do Sul saíram vitoriosos. A declaração reforça a estratégia do republicano de apresentar o avanço conservador na região como um sinal de fortalecimento de governos ideologicamente próximos de Washington.
O republicano destacou o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, apelidado de “El Tigre”, e afirmou que todos os candidatos que apoiou no continente venceram.
Brasil fica fora do discurso de Trump
Um dos aspectos que chamaram a atenção na declaração foi a ausência de referências diretas ao Brasil. Questionado sobre o cenário político sul-americano, Trump não mencionou nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem a disputa brasileira de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Em vez de comentar a eleição brasileira, o presidente dos Estados Unidos limitou-se a afirmar que Washington mantém uma “boa relação com o Brasil”.
A postura contrasta com o tom adotado ao tratar de outros países da região, nos quais Trump ressaltou o avanço de forças conservadoras. A ausência de uma manifestação explícita sobre a disputa brasileira deixa em aberto a posição pública do republicano diante do embate eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Direita busca ampliar influência no continente
A declaração de Trump evidencia a importância estratégica que a Casa Branca atribui à mudança de orientação política na América do Sul. Para o presidente norte-americano, o fortalecimento de lideranças conservadoras representa uma oportunidade de aproximação com governos alinhados à sua agenda política e econômica.
O republicano também procurou associar essa transformação à perspectiva de prosperidade regional, embora a mudança de orientação ideológica, por si só, não seja garantia de crescimento econômico ou de melhoria das condições de vida da população.
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Da Redação do Agenda Capital








