O presidente Lula faz a primeira reunião ministerial do ano, no Palácio do Planalto, após queda de popularidade em pesquisa. No encontro, também disse ter ‘certeza’ de que Brasil correu ‘sério risco’ de sofrer golpe em 2022.
Por Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na manhã desta segunda-feira (18), na primeira reunião ministerial ampla de 2024, que as medidas tomadas pelo governo até agora são “apenas o início”, e que a equipe ainda tem que fazer “muito mais”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros de Estado no Palácio do Planalto para o primeiro encontro ministerial do ano. Após elogiar os chefes de pastas e dizer que o trabalho estava começando, o petista chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de “covardão”.
“Nosso primeiro ano foi um ano de recuperação. Todo mundo sabe que recuperar uma coisa estragada é mais difícil do que começar uma coisa nova. Todo mundo sabe a quantidade de obra que estava parada, as bolsas de pesquisas atrasadas”, começou o presidente.
Segundo ele, o trabalho maior foi de recuperação. “Todo mundo sabe o que foi feito para recuperar o salário mínimo e todo mundo sabe que ainda falta muito para a gente fazer, em todas as áreas. Tudo aquilo que nós nos comprometemos a fazer durante a disputa eleitoral.
Então, cobrou dos ministros que era necessário trabalhar muito mais para que o país realmente se recuperasse. “Tudo que fizemos é apenas um início, mas isso não basta. Precisamos fazer muito mais”.
“Todo mundo sabe também que ainda falta muito para gente fazer. Por mais que a gente tenha recuperado Farmácia Popular, Mais Médicos, por mais que a gente tenha feito clínica, a gente ainda tem muito para fazer em todas as áreas. E muito não é nada estranho. É tudo aquilo que nós nos comprometemos a fazer durante a disputa eleitoral”, disse.
Lula também falou sobre os depoimentos de autoridades militares sobre uma suposta tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. “Hoje temos certeza de que o país correu sério risco de ter um golpe em função das eleições de 2022. E não teve golpe, não, só porque algumas pessoas não quiseram fazer, mas porque o presidente era um covardão”, disparou.
O presidente também afirmou que a religião tem sido usada para fins políticos. “Um país em que a religião não seja instrumentalizada por partido político ou um governo. A gente não pode compreender a religião sendo manipulada da forma vil e baixa como está sendo usada nesse país”, disse.
Padilha diz que reunião com Lula é “para colher”
O encontro acontece em meio à pressão para reverter a queda na popularidade do chefe do Executivo, diante do resultado das pesquisas de opinião divulgadas em março.
Entre os assuntos em pauta, devem estar a comunicação do governo e as ações para tentar combater a alta nos preços dos produtos básicos no país.
Foi a primeira reunião ministerial do ano, com a expectativa de ter todos os ministros juntos no Planalto. O último encontro desse tipo ocorreu em dezembro, quando o presidente deu orientações para os titulares das pastas seguirem em 2024.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente quer avaliar se os ministros estão cumprindo as ações que foram anunciadas em 2023.
“Ano passado era ano de semear. Este é o ano para colher”, afirmou Padilha em entrevista à GloboNews. “O presidente Lula quer ter um diagnóstico mais concreto daquilo que foi anunciado ano passado”, pontuou.
Ministra da Saúde pressionada pelo Centrão
A ministra da saúde, Nísia Trindade, municia Lula com programa para mais acesso a médicos especialistas.
Nísia Trindade uma das mais pressionadas do governo e com o cargo cobiçado pelo Centrão, leva para a reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta segunda-feira (18), um cardápio com algumas boas notícias para que o chefe possa anunciar em breve.
A principal delas é um programa, em fase final de organização, que, se der certo, pode ajudar Lula a cumprir uma de suas principais promessas de campanha: o acesso mais ágil a médico especialista pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A reunião ministerial foi convocada após pesquisas de opinião revelarem queda na aprovação do governo. A cobrança por melhor desempenho na área da Saúde aparece sempre no topo das insatisfações da população.
O aumento nos casos de dengue neste ano (já foram mais de 460 mortes e 1,6 milhão de registros) e a escassez de vacinas engrossam o caldo de aborrecimento.
Partidos da base aliada que integram o chamado Centrão cobiçam a cadeira de Nísia Trindade, comandante do terceiro orçamento mais polpudo da Esplanada (mais de R$ 230 bilhões).
Por fim, dentro do próprio governo o desempenho da ex-presidente da Fiocruz é frequentemente criticado. Lula porém, gosta dela. Resiste em trocá-la.
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Da Redação com G1/CNN





