Com déficit de leitos, UTI’s do DF levam em média 5 dias para liberar pacientes com alta

DF sofre com falta de leitos de Leitos de UTI's. Foto: reprodução

Levantamento aponta 343 leitos disponíveis; recomendação do Ministério da Saúde é de 552. Após alta, pacientes levam até 5 dias para deixar leitos; meta para 2018 é de 24 horas

Por Redação

Um levantamento feito pela reportagem da TV Globo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), aponta que o Distrito Federal tem déficit de 209 leitos de UTI e que a média de tempo para que um paciente com alta deixa e internação é de cinco dias.

A recomendação do Ministério da Saúde é que a capital tenha 552 leitos, mas havia 408 em condições de uso até dia 8 de novembro – destes, 65 estavam bloqueados. A fila de espera para internação é de 80 pacientes.

Diante do cenário, o Tribunal de Contas fez uma auditoria específica nas UTIs e verificou uma queda de 28% no número de leitos entre 2014 e 2017, passando de 432 para 310. O principal motivo, segundo os auditores, eram os “bloqueios” que passaram de 7,5% para 22,5%.

A análise do tribunal, apresentada no dia 26 de outubro, também apontou uma série de falhas na gestão dos leitos que vão desde falta de informações até ausência de transporte de pacientes. A considerada mais grave é a permanência de pessoas que receberam alta ocupando as camas – o custo médio diário pela manutenção de um leito é de R$ 6 mil.

Dados da própria Secretaria de Saúde apontam que, em 2016, um paciente que recebia alta levava, em média, nove dias para ser transferido para um leito comum. Neste ano, o prazo médio caiu para cinco dias e a meta da pasta para o ano que vem é liberar a UTI em, no máximo, 24 horas.

Por conta disso, no ano passado 926 pessoas que não conseguiram um leito acionaram a Defensoria Pública. Destas, 560 foram levadas à Justiça. Em 2017, o número de atendimento foi superior: de janeiro a novembro, foram 706 atendimentos e 576 ações.

Ao todo, o GDF foi alvo de 1.669 mandados judiciais no ano passado, incluindo pedidos por serviços na rede particular. Já neste ano, até outubro, foram 1.358 mandados.

Da Redação com informações do G1/DF

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