Por falta de reagente, pacientes com leucemia no DF não conseguem fazer exame de rotina para acompanhar doença

Pronto Socorro do Hospital de Base do DF. Foto: reprodução

Teste deve ser feito a cada seis meses. Instituto Hospital de Base diz que fez compra emergencial do produto.

Por Redação

Pacientes com leucemia ou que venceram o câncer no Distrito Federal não conseguem fazer o exame que aponta se a doença está sob controle ou se voltou a se propagar. O motivo é a falta de um reagente no laboratório do Hospital de Base.

A pedagoga Arlete Soares enfrentou a leucemia e não consegue fazer o exame de rotina por falta de reagente no Instituto Hospital de Base, no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)

É o caso da pedagoga Arlete Soares, que descobriu a leucemia há quatro anos e passou por dois anos e meio de quimioterapia para superá-la. “Tive duas pneumonias, embolia pulmonar, hemorragia. Tudo o que você imaginar, eu tive.”

A leucemia é um câncer que ocorre na formação das células sanguíneas, dificultando a capacidade do organismo de combater infecções.

Após vencer o câncer, Arlete precisa acompanhar o estado de saúde com frequência, para garantir que as células malígnas não voltem a se multiplicar. Por isso, os médicos recomendam que ela faça um exame de medula óssea a cada seis meses.

Em abril, ela coletou a amostra no Hospital de Base, mas não conseguiu fazer o exame. “Levaram pro laboratório e deu problema na amostra por falta do reagente. Agora perdeu. Se precisar voltar pro tratamento não tem como, porque não sei se a doença voltou ou não.”

Um novo exame foi marcado para novembro, sete meses depois de quando ela deveria ter feito o primeiro e um mês depois de quando Arlete deveria ter feito o segundo exame. “É muito tempo pra ficar sem fazer.”

A engenheira civil Anna Cristhina Santanna fez tratamento de leucemia no Instituto Hospital de Base e aguarda exame de rotina (Foto: TV Globo/Reprodução)

A engenheira civil Anna Cristhina Santanna também fez o tratamento no Hospital de Base e precisa fazer o teste de acompanhamento no final de agosto. “A gente passa por uma doença tão difícil e, de repente, por causa de um reagente, fica na dúvida se a doença voltou ou não.”

O que diz o Hospital de Base?

O Hospital de Base informou que fez uma compra emergencial do reagente e firmou convênio com o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo para fazer as análises enquanto o produto não chega.

Por isso, os pacientes que precisarem fazer o exame, podem coletar a amostra no instituto, pois serão encaminhadas para o laboratório externo.

Da Redação com informações do G1/DF

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